Conheça o GIMI Network, grupo focado em educação financeira para mulheres

As sócias Marilene Bertoni Nigro, Regina Giacomelli Politi e Simone Schapira Wajman são os nomes por trás da plataforma, que mira em educar o maior número de mulheres

Da esquerda à direita, Regina Giacomelli Politi, Simone Schapira Wajman, Marilene Bertoni Nigro, fundadoras do GIMI Network
Da esquerda à direita, Regina Giacomelli Politi, Simone Schapira Wajman e Marilene Bertoni Nigro, fundadoras do GIMI Network

Há quatro anos, ainda embrionário, o GIMI NETWORK (Grupo Independente de Mulheres Investidoras) começou a tomar forma, despertado por uma questão pessoal de uma das sócias, Regina Giacomelli Politi. Explico: a psicóloga se divorciou e percebeu que quem cuidava do seu patrimônio era seu ex-marido, e se viu sem saber como gerir os recursos, o que a fez ligar para amigas próximas, entre elas a segunda sócia Simone Schapira Wajman, sua amiga de longa data. De forma orgânica, assim como o crescimento atual do grupo, a terceira sócia, Marilene Bertoni Nigro, entrou para somar.

 

O objetivo do trio por trás do GIMI Network é promover a educação financeira para mulheres, via cursos (atualmente mediados on-line), os quais são divididos em módulos e também encontros: “A gente ensina a fazer as perguntas certas, e assim as mulheres aprendem a fazer as escolhas certas. Os melhores fundos, bancos e gestores. Saber escolher é o segredo. Você não precisa saber fazer a gestão, pode até mesmo delegar, mas quando alguém te mostra algum relatório, é importante entender o que a pessoa está mostrando, para fazer a melhor escolha”, explica Simone.

 

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“80% das mulheres vão terminar suas vidas sozinhas, por motivos variados, esse é um dado de uma pesquisa do banco UBS de 2018. É muito importante as mulheres prestarem atenção nisso, pois em algum momento da sua vida você pode precisar”, conta Regina, em conversa via aplicativo Zoom. Confira trechos da conversa com o trio por trás do GIMI Network:

 

Versatille: Como o GIMI começou?

 

Simone Schapira Wajman: A Regina é minha amiga há muito tempo, e um dia ela se separou, e até então o ex-marido dela tomava conta do patrimônio dela. Em determinado momento ele parou de cuidar e ela procurou algumas amigas para ajudar na gestão, e me ligou. Eu, que já fazia isso há muito tempo, percebi a importância de me aprofundar. E foi com isso que surgiu um grupo que era auxiliado por professores e pessoas do mercado, semanalmente ou quinzenalmente, para se aprofundar em temas. Uma didática que mistura o lado acadêmico com a prática. Fomos convidando mais amigas, e assim o grupo foi crescendo e chegamos em 20 mulheres. A gente apareceu na capa do Valor, e aquilo foi o tipping point (ponto de virada), pois mulheres do Brasil inteiro passaram a nos procurar, querendo pertencer ao grupo. E a partir daí tivemos a ideia de oficializar o GIMI. Foi com isso que chamamos professores com vários horários e formamos de fato uma academia.

 

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Marilene Bertoni Nigro: Depois da matéria do valor, que teve uma repercussão grande, percebemos que era necessário profissionalizar isso, pois era muito informal. Criamos então, oficialmente, o GIMI Network. Em 2020 a gente conseguiu um apoio do Iguatemi, e lançamos no dia 8 de março de 2020, no próprio shopping (o da Avenida Faria Lima), na Livraria Cultura, e foi justamente quando “a pandemia nos pegou”. Mudamos então, em uma semana, do formato presencial para o online. Algumas alunas não conseguiram, mas a maioria se deu muito bem. Foram se sentindo à vontade, e se soltando para tirar as dúvidas, talvez no online não exista tanto uma preocupação com o visual, e também perdendo o medo. O constrangimento de dizer não sei também foi sumindo, pois uma das coisas importantes é saber que você só vai aprender mesmo, quando alguém te explicar. O nosso objetivo é tirar o medo que a mulher tem, como se o mundo financeiro fosse um bicho papão.

 

Regina Giacomelli Politi: No caso, a analfabeta financeira era eu. Quando eu busquei cursos, eram todos para profissionais que trabalhavam na área, então eu aproveitava muito pouco. E ficava constrangida para fazer perguntas. Quando fui buscar ajuda das minhas amigas, as quais tinham competência no assunto, elas foram muito disponíveis, generosas, pois eu estava muito sem preparo e apavorada com a possibilidade. A cabeça de quem é leigo fica muito atrapalhada. O importante é passar de uma maneira adequada e pedagógica, pois é muito difícil você encontrar ajuda, e como eu, o meu conhecimento foi estruturado. No GIMI, a nossa aluna começa a ter um glossário do economês, e dessa forma, passa a entender e ser incluída.

 

Versatille: Onde vocês querem chegar com o GIMI?

 

Marilene Bertoni Nigro: O céu é o limite.

 

Regina Giacomelli Politi: A gente tem um propósito de nenhuma mulher passar o que eu passei. Desperta-las que tudo bem, hoje até pode ter um marido, irmão, gerente, alguém que cuide, mas tudo pode acontecer e a economia pode mudar. Existem imprevistos. O seu conhecimento ninguém tira da sua cabeça, é importante tê-lo. Quanto antes você puder conhecer, melhor.

 

Simone Schapira Wajman: O nosso objetivo é atrair o maior número de mulheres do Brasil, para que tenham acesso às aulas e exemplos. A gente deseja despertar o interesse no assunto. Além da trilha financeira com os módulos, temos o membership, que é uma parte mais exclusiva.

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