Tratamentos estéticos crescem 116% entre os homens, diz a ISAPS
Avanço do autocuidado masculino revela mudança cultural: homens passam a integrar pele, cabelo e corpo à rotina de saúde

Por Karina Hollo
Entre 2018 e 2024, os tratamentos estéticos não cirúrgicos realizados por homens cresceram 116%, segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). No Brasil, um dos maiores mercados globais de beleza e cuidados pessoais, o setor movimenta cerca de US$ 27 bilhões, de acordo com a Euromonitor International (2024), evidenciando a consolidação da presença masculina nesse universo.
Essa transformação não se explica apenas pelo consumo, mas por uma mudança de percepção. O autocuidado deixa de ser associado à vaidade e passa a ser entendido como bem-estar e saúde. Homens de gerações passadas, como X e Y (millennials), cresceram sob a ideia de que cuidar de si era secundário. Já as gerações mais novas, como Z e Alpha, se desenvolvem em um ambiente em que identidade e imagem são constantemente construídas e expostas, o que naturaliza o cuidado com o corpo.
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Esse movimento se reflete também no comportamento cotidiano. Alimentação mais equilibrada, prática regular de exercícios e maior atenção à estética passam a integrar a rotina de forma mais contínua. O cuidado deixa de ser pontual e se torna parte da vida, ampliando a exigência por qualidade, experiência e resultado.
Entre os procedimentos mais procurados pelos homens estão:
- os tratamentos capilares,
- seguidos por cuidados com a pele, incluindo limpeza, detox facial, bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica, skinbooster e peelings.
- Já os tratamentos corporais focam em redução de gordura localizada por meio de criolipólise, criofrequência, enzimas e protocolos de detox corporal.
O autocuidado passa a integrar saúde, autoestima e qualidade de vida, deixando de ser um gesto isolado para se tornar rotina.


