Quando o azeite sai do óbvio para entrar na sua rotina

Novo azeite da Lagar H ganha embalagem sustentável e reforça marca concebida por Glenda Hass a partir de inovação, qualidade e compromisso ambiental

Lagar H Rituais (divulgação)
Com mais de 80 premiações, a Lagar H escolheu latas recicláveis para envazar o Rituais (Divulgação)

Da Redação

 

Já não é novidade que o Brasil deixou de ser apenas consumidor para se tornar também protagonista na produção de azeites extravirgens de alta qualidade. Em estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, uma nova geração de produtores ajudou a construir uma cultura sofisticada em torno do produto, aproximando o consumidor de conceitos como origem, frescor, variedade e métodos de extração.

 

Foi nesse contexto que a gaúcha Lagar H nasceu, em 2014. Criada pela advogada e administradora de formação Glenda Haas, a empresa vem se dedicando a fazer algo bvem maior que apenas cultivar azeitonas para a produção de azeites no Brasil. Com diversas especializações internacionais, ela buscou criar a partir da oliva um ciclo virtuoso de respeito à natureza e às pessoas. Hoje, são 28 mil oliveiras de oito variedades, plantadas em uma área de 170 hectares, e mais de 80 prêmios.

 

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Glenda Haas, fundadora da Lagar H (divulgação)

Glenda Haas, fundadora da Lagar H (Divulgação)

Este ciclo virtuoso ganha agora um novo capítulo com o lançamento do azeite extravirgem Rituais, desenvolvido para o uso cotidiano. A proposta do novo rótulo é simples. Em vez de reservar o azeite extravirgem para ocasiões especiais ou pratos elaborados, a marca aposta na ideia de incorporá-lo aos hábitos diários, tanto no preparo quanto na finalização dos alimentos.

 

Com perfil sensorial leve e equilibrado, o Rituais foi concebido para acompanhar diferentes momentos da cozinha à mesa, sem abrir mão das características que definem um extravirgem de qualidade.

 

O lançamento também reflete uma mudança importante no mercado brasileiro. Se, em um primeiro momento, muitos produtores buscaram consolidar sua reputação por meio de edições limitadas e azeites de perfil mais complexo, agora surge um movimento voltado à democratização do consumo, aproximando o produto de um público mais amplo sem comprometer os padrões de produção.

 

A trajetória da Lagar H ajuda a explicar esse posicionamento. Glenda trabalhava como advogada quando descobriu o elevado índice de fraudes no mercado mundial de azeites. Foi quando decidiu mudar sua trajetória pessoal e entrar na produção de azeitonas construindo um modelo de negócio comprometido com a rastreabilidade e a sustentabilidade. Cursou especializações nos Estados Unidos, na Itália e em Portugal antes de desenvolver, ao lado da família, um projeto destinado a fazer história.

 

Em pouco mais de cinco anos de atuação comercial, a marca acumulou mais de 80 premiações nacionais e internacionais. Entre os reconhecimentos recentes estão o Double Gold no USI Olive Oil Competition 2025 e o prêmio Best of South America – Raul C. Castellani no EVO International Olive Oil Contest, na Itália. A presença por três anos consecutivos no Guia Flos Olei, uma das mais respeitadas publicações do setor, reforça o posicionamento da empresa entre os principais produtores do continente.

 

Cultivo de azeitonas da Lagar H (divulgação)

Cultivo de azeitonas da Lagar H, que possui 28 mil oliveiras em 170 hectares (Divulgação)

 

Mas foi na agenda ambiental que a Lagar H construiu um dos seus diferenciais mais expressivos. A empresa afirma ser a primeira marca de azeites do mundo certificada como carbono negativo, resultado de uma estratégia que combina práticas agrícolas regenerativas, eficiência energética e gestão de emissões. Sua unidade de produção recebeu certificação LEED Gold para construções sustentáveis e também integra o Sistema B, certificação concedida a empresas que conciliam desempenho econômico com impacto social e ambiental positivo.

 

O compromisso se estende à operação agrícola e industrial. As azeitonas são colhidas de acordo com as características de cada área do olival, buscando reduzir o intervalo entre a colheita e a extração. O processamento ocorre a temperaturas inferiores às exigidas para a classificação de extração a frio, preservando compostos fenólicos, aromas e características nutricionais do azeite.

 

Embalagem Lagar H Rituais (divulgação)

Embalagem Lagar H Rituais (Divulgação)

Essa preocupação também aparece no novo produto. O Rituais é envasado em latas recicláveis, solução que protege o azeite da incidência de luz e contribui para a preservação de suas propriedades sensoriais. O rótulo traz referências visuais aos olivais da fazenda e ao solo gaúcho, além de informações que ajudam o consumidor a compreender aspectos como intensidade, frescor e acidez.

 

Ao lançar um azeite pensado para o cotidiano, a Lagar H reforça uma tendência que vai além do consumo gourmet. Apesar de o preço (R$ 112) não sugerir um produto para o dia a dia, a empresa entende que o valor é compatível com os atributos que ele entrega, especialmente no que que se refere à saudabilidade e à oportunidade de permitir ao consumidor fazer uma escolha mais consciente.

 

O desafio agora não é apenas produzir azeites premiados, mas ampliar o conhecimento sobre o extravirgem e estimular uma relação mais consciente com um ingrediente que, há séculos, ocupa lugar central na alimentação de diversas culturas. O Rituais surge justamente nesse ponto de encontro entre qualidade, acessibilidade e informação.