Popular na Argentina, a bebida Fernet Branca quer ganhar espaço também no Brasil

Consumido como digestivo ou misturado com Coca-Cola, o fernet faz parte da história da coquetelaria brasileira, mas o consumo ainda pode crescer

Marquinhos Felix e Martin Olivera, embaixadores Fernet Branca (Divulgação/Felipe Freire)
Marquinhos Felix e Martin Olivera, embaixadores Fernet Branca (Divulgação/Felipe Freire)

Por André Sollitto

 

Em qualquer bar da Argentina, o Fernet Cola é uma pedida quase obrigatória para começar a noite. Feito com uma dose de Fernet Branca – cuja proporção pode variar, de acordo com o bartender que prepara e com a preferência do freguês – e Coca-Cola, é um coquetel simples, fácil de preparar e consumido em grandes quantidades. Por aqui, embora bem menos popular que no país vizinho, o Fernet faz parte da receita de um dos maiores clássicos da coquetelaria brasileira: o Macunaíma, criação de Arnaldo Hirai, do Boca de Ouro, que hoje pode ser encontrado na carta de diversos bares. E vem ganhando mais espaço.

 

Nesta semana, a Fratelli Branca, destilaria que produz o Fernet Branca em duas fábricas, uma em Milão, na Itália, e outra em Tortuguitas, na província de Buenos Aires, na Argentina, fez um evento para lançar a versão brasileira da Branca Coin. A moeda colecionável é distribuída apenas a bartenders e profissionais do setor que trabalham diretamente com a bebida. O design é exclusivo desta edição e reúne elementos brasileiros, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e o 14 Bis.

 

Leia mais:

 

A Branca Coin foi criada em 2012 como uma forma de conectar bartenders de diversos países. Diz a tradição que se um profissional apresentar a moeda a outro mixologista no balcão do bar, ele recebe uma dose da bebida. Hoje, já existem mais de 400 versões com artes diferentes, feitas para mais de 20 países.

 

Branca Coin brasileira, com arte exclusiva (Divulgação/Felipe Freire)

Branca Coin brasileira, com arte exclusiva (Divulgação/Felipe Freire)

Seu lançamento marca um momento importante de crescimento do consumo de Fernet no Brasil. Segundo a Aurora Fine Brands, importadora da bebida no país, em 2025 houve um aumento de 400% em relação ao ano anterior. Neste ano, a previsão é crescer ainda mais.

 

Ainda há bastante espaço para crescimento. A Argentina é a maior consumidora de Fernet Branca do mundo. O rótulo representa 95% de toda a categoria de Amaros no país. Uruguai e Chile são outros mercados fortes na América Latina. O Brasil começa a ganhar força nesse cenário, graças a coqueteis autorais, como o Macunaíma, e também a clássicos como o Hanky Panky, que leva fernet, e o próprio Fernet Cola.

 

A escolha de um novo embaixador da marca é parte dessa estratégia de crescimento. Marquinhos Felix, campeão do World Class Diageo em 2016 e responsável pelo balcão do Cariri Cocktail, na Vila Madalena, vai trabalhar para popularizar o Fernet por aqui.