O que fazer em um passeio pela Zona Oeste do Rio de Janeiro
Fora da Zona Sul, turistas encontram um cenário repleto de praias selvagens, reservas naturais e bons hotéis, como o Grand Hyatt Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro de novelas, filmes e séries é um retrato da Zona Sul, o que faz com que uma música de MPB comece a tocar automaticamente na mente daqueles que visitam o calçadão de Copacabana ou aproveitam a Praia de Ipanema pela primeira vez. Essa é a cidade maravilhosa dos cartões-postais, tão conhecida por turistas ao redor do mundo.
O que muitos não sabem é que basta uma viagem de carro um pouco mais longa a partir do Aeroporto Santos Dumont para chegar a um Rio de Janeiro um pouco diferente: a Zona Oeste, muito conhecida pela extensa Barra da Tijuca. Além de ser um local habitado por artistas, por conta de sua distância do grande centro, a região se destaca pelas suas praias selvagens e sua vegetação nativa com diversas lagoas.
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É essa proposta turística que empreendimentos como o Grand Hyatt Rio de Janeiro buscam apresentar aos seus hóspedes. De um lado do hotel, o mar. Do outro, a Lagoa de Marapendi, que pode ser observada da janela de alguns quartos e do amplo terraço do Grand Club Lounge, espaço exclusivo em que é servido o café da manhã e coquetéis no fim da tarde.
Também é possível conhecer a lagoa por meio de um passeio de balsa organizado pelo hotel – e que sai de um deque dentro da propriedade. Em cerca de uma hora de trajeto, os hóspedes descobrem a fauna e a flora da região com a presença de um biólogo especializado, que discorre sobre curiosidades locais ao longo de todo o tour. Uma programação tranquila, marcada pelo encontro com diversas espécies de pássaros e que nos faz duvidar que estamos num centro urbano.

Grand Hyatt Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)
A hospedagem oferece ainda o apoio dos concierges para a organização de passeios guiados por praias, trilhas e parques naturais da região. A ideia é ofertar uma viagem menos acelerada, sem o agito da Zona Sul, em que seja possível aproveitar as comodidades e o entorno da propriedade sem grandes deslocamentos.
Ao todo, o hotel dispõe de 436 quartos e suítes, além de piscina, SPA, saunas e salas de reunião. As opções gastronômicas ficam por conta do Shiso, restaurante japonês comandado pelo chef Guilherme Campos, e do Cantô Gastrô & Lounge, do chef Hugo Souza – que recentemente lançou um menu inteiramente vegano.
Para quem pensa em conhecer melhor a Zona Oeste, vale considerar as dicas a seguir.
Sítio Roberto Burle Marx
Na Barra de Guaratiba encontra-se o Sítio Roberto Burle Marx, propriedade em que Burle Marx, um dos principais paisagistas do século 20, morou e produziu em seus últimos 20 anos de vida. Hoje, o local continua sendo um grande laboratório de experimentações: mais de 3.500 espécies de plantas tropicais e subtropicais convivem em harmonia com a vegetação nativa numa área de 405 mil metros quadrados que abriga edificações, lagos, jardins, coleções de arte e uma vasta biblioteca. Todas as visitas são mediadas por educadores e duram aproximadamente uma hora e meia. O atendimento pode ser individual ou em grupos, com agendamento prévio on-line.
Desde 1985, o sítio é uma unidade especial vinculada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além disso, em julho de 2021 o local se tornou Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Restaurante Ocyá
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Para aqueles que gostam de gastronomia, o Ocyá, restaurante do chef Gerônimo Athuel, é um bom destino. Em um charmoso arquipélago na Barra da Tijuca, mais precisamente na Ilha Primeira, a casa especializada em peixes e frutos do mar proporciona uma experiência única aos seus comensais – a começar pela chegada, feita via barco a partir de alguns pontos de encontro, como o Shopping Barra Point e a Estação de Metrô Jardim Oceânico. Hóspedes do Grand Hyatt também podem contratar um táxi aquático para seguir diretamente até o restaurante.
Uma vez no estabelecimento, o ambiente à beira d’água e a vista com um pôr do sol de tirar o fôlego complementam a atmosfera e enriquecem ainda mais o trabalho pioneiro de maturação e de aproveitamento integral de peixes realizado pelo chef.
Praias selvagens
Por último, mas não menos importante, vale citarmos a beleza das “praias selvagens”: dos Búzios, do Perigoso, do Meio e do Inferno, chamadas dessa forma porque não possuem quiosques nem qualquer outro tipo de sinalização. Muito procuradas por surfistas, essas praias apresentam um cenário paradisíaco em meio a uma cidade tão efervescente quanto o Rio de Janeiro.
Por Beatriz Calais | Matéria publicada na edição 137 da Versatille