Mandarin Oriental: no topo da hotelaria de luxo pela quarta vez consecutiva
Ranking internacional que avalia 134 critérios de hospitalidade coloca a rede de origem asiática à frente de marcas como Four Seasons, Rosewood e Belmond

Por Celso Masson
O que diferencia um hotel de luxo de outro? Instalações extraordinárias, gastronomia de alto nível e localização privilegiada certamente contam pontos. Mas, quando esses atributos se tornam comuns entre os melhores hotéis do mundo, são os detalhes do atendimento e a capacidade de surpreender os hóspedes que fazem a diferença. É nesse território que o Mandarin Oriental vem construindo sua reputação.
Pelo quarto ano consecutivo, o grupo foi eleito a melhor marca de hotéis de luxo do mundo pela Luxury Travel Intelligence (LTI), organização independente especializada em avaliar a hospitalidade de alto padrão. Superou os concorrentes Oetker Collection, ao qual pertencem propriedades de alto padrão como Le Bristol Paris e Palácio Tangará, em São Paulo; Bulgari Hotels & Resorts, Four Seasons, Rosewood e Belmond, pertencente ao grupo LVMH e proprietária do Copacabana Palace e Hotel das Cataratas.

Mandarin Oriental Bodrum nacosta sudoeste da Turquia banhada pelo Mar Egeu (divulgação)
O resultado merece atenção não apenas pela liderança, mas também pelo rigor da avaliação. Diferentemente de premiações que elegem hotéis individualmente, a LTI analisa a consistência das marcas em todo o seu portfólio. São considerados 134 critérios, que abrangem desde a qualidade do atendimento e da gestão até os investimentos na conservação e renovação das propriedades.
A classificação é refeita anualmente, sem considerar os resultados anteriores. Em 2026, o levantamento passou de 15 para 20 marcas, todas com pelo menos oito propriedades em operação. A LTI afirma não aceitar publicidade nem patrocínios, financiando suas pesquisas por meio das assinaturas de seus membros.
A força da identidade asiática
Fundado em 1963, com a inauguração de seu primeiro hotel em Hong Kong, o Mandarin Oriental transformou a tradição asiática de hospitalidade em um diferencial competitivo. Sua proposta combina atendimento personalizado, atenção aos detalhes e uma preocupação constante em incorporar elementos culturais dos destinos onde está presente.

Salão do restaurante Deessa, no Mandarin Oriental Ritz Madrid (divulgação)
Essa filosofia se manifesta em propriedades tão distintas quanto o Mandarin Oriental Hyde Park, em Londres, o histórico Lutetia, em Paris, e o Mandarin Oriental, Lake Como, instalado às margens de um dos lagos mais famosos da Itália. Em cada endereço, arquitetura, gastronomia e experiências procuram estabelecer uma relação com a cultura local, sem perder a identidade da marca.
Atualmente, o grupo opera 47 hotéis, 16 empreendimentos residenciais e 43 casas de luxo em 30 países e territórios. O plano para a próxima década prevê dobrar o portfólio, desafio que exigirá preservar a qualidade do serviço durante a expansão.
Para Laurent Kleitman, CEO do Mandarin Oriental Hotel Group, o reconhecimento é resultado do trabalho das equipes e da capacidade de oferecer experiências pessoais, conectadas à cultura de cada destino. Segundo o executivo, a ambição do grupo é continuar redefinindo os padrões da hospitalidade de luxo sem abrir mão de sua herança asiática.
As dez melhores marcas de hotéis de luxo em 2026 segundo a LTI
- Mandarin Oriental — 81,1%
- Oetker Collection — 80,6%
- Bulgari — 80,2%
- Four Seasons — 78,7%
- Rosewood — 78,0%
- Dorchester Collection — 76,9%
- Belmond — 76,6%
- Capella — 76,1%
- Aman — 75,5%
- Airelles — 75,2%
A pequena diferença entre os primeiros colocados mostra o nível de competitividade nesse segmento. Entre marcas que oferecem algumas das acomodações mais exclusivas do planeta, a excelência já é um requisito básico. O verdadeiro desafio está em reproduzi-la diariamente, em diferentes países, culturas e propriedades.
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