Angus uruguaio amplia o mapa de carnes do Corrientes 348
Festival reúne sete cortes produzidos no sudeste do Uruguai e dá sequência à série da casa dedicada a diferentes raças, origens e métodos de criação

Por Celso Masson
A partir desta quinta-feira (20), todas as casas da rede Corrientes 348 em São Paulo e no Rio de Janeiro passam a servir uma seleção de carnes Angus produzidas no sudeste do Uruguai. Disponível por tempo limitado nas cinco unidades do restaurante, o Festival Angus Uruguaio reúne sete cortes e dá continuidade a uma série de ações da casa voltadas a mostrar como raça, origem e método de criação interferem nas características da carne.
Para esta edição, o grupo escolheu o frigorífico uruguaio Copayan, especializado na criação de Angus em uma região próxima ao Oceano Atlântico e à fronteira com o Brasil. Os animais passam inicialmente por 12 a 14 meses em pastagens naturais e, depois, por mais de 200 dias de terminação em confinamento, período responsável pelo desenvolvimento do marmoreio e da cobertura de gordura.

Corte fornecido pelo frigorífico uruguaio Copayan, especializado na criação de Angus (foto: Fernanda Britto)
Segundo Henrique Freitas, especialista em carnes do Grupo 348 e responsável pela seleção, a intenção é permitir que o cliente perceba diferenças que vão além do corte propriamente dito. “Um clima tropical desenvolve características diferentes das de um terroir de pastagens temperadas, por exemplo”, afirma. Entram no menu o Especial 348 (R$ 288), bife ancho (R$ 328), asado de tira (R$ 318), ojo del bife (R$ 328), bife de chorizo (R$ 284), tapa de cuadril (R$ 332) e entraña (R$ 460).
Diferentes origens na parrilla
O Angus uruguaio se soma a outras seleções que o Corrientes 348 já apresentou em seus festivais de cortes especiais. Entre elas estão o Wagyu japonês A5, classificação máxima de marmoreio, e carnes argentinas das raças Braford e Brangus, produzidas pela Cabaña Juramento e também submetidas a 200 dias de confinamento.
Outra edição foi dedicada ao Hereford criado na província argentina de San Luis. A casa também levou ao cardápio o Cejas 348, corte pouco comum retirado de um pequeno músculo localizado sobre o ojo del bife — seu formato lembra uma sobrancelha quando observado transversalmente.
A proposta funciona quase como uma degustação comparativa de carnes, aproximando a experiência da parrilla de conceitos já familiares no universo do vinho: procedência, raça, alimentação e tempo de criação ajudam a explicar diferenças de textura, gordura e intensidade de sabor.
Para orientar essas escolhas, o Corrientes mantém nos salões a figura do Guardián, profissional especializado nos cortes disponíveis e encarregado de sugerir opções de acordo com as preferências de cada cliente.
Da Vila Olímpia ao Rio de Janeiro
O Corrientes 348 nasceu em 1997, na Rua Comendador Miguel Calfat, 348, na Vila Olímpia. O nome combina o endereço da primeira casa com uma referência à Avenida Corrientes, em Buenos Aires, e ao tango A Media Luz.
Hoje são cinco unidades: Vila Olímpia, Jardins e Jardim Europa, em São Paulo, além de Barra da Tijuca e Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Esta última integra a seleção carioca de restaurantes recomendados pelo Guia Michelin.
Serviço — Festival Angus Uruguaio
A partir de 20 de agosto, por tempo limitado, nas cinco unidades do Corrientes 348.
São Paulo
Jardins — Rua Bela Cintra, 2305
Vila Olímpia — Rua Comendador Miguel Calfat, 348
Jardim Europa — Rua Dr. Mário Ferraz, 32
Rio de Janeiro
Marina da Glória — Avenida Infante Dom Henrique, restaurante 103
Barra da Tijuca — Avenida das Américas, 7777
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