SPIW transforma São Paulo em palco global da inovação

Com debates sobre IA, filosofia, agronegócio, ciência e diplomacia, o São Paulo Innovation Week busca posicionar capital paulista entre os grandes hubs do pensamento de vanguarda

"Organysmo — Capítulo II: O Templo Vivo", instalação da LedPulse para a SPIW: sistema imersivo com interação através da da luz e do som (foto: divulgação)
"Organysmo — Capítulo II: O Templo Vivo", instalação da LedPulse para a SPIW: sistema imersivo com interação por meio da luz e do som (Divulgação)

Da Redação

 

Entre os dias 13 e 15 de maio, a primeira edição do São Paulo Innovation Week (SPIW) ocupa o Mercado Livre Arena Pacaembu e a FAAP propondo uma leitura ampla sobre inovação. O festival conecta tecnologia, ciência, comportamento, negócios, cultura e relações internacionais. A expectativa da organização é reunir mais de 90 mil pessoas ao longo dos três dias de programação.

 

Com 33 palcos simultâneos, o SPIW nasce mirando um espaço além do circuito tradicional dos eventos de tecnologia. A proposta é discutir como as transformações em curso impactam diretamente a economia, as cidades, o trabalho e a vida cotidiana. O festival reúne pesquisadores, empresários, pensadores, investidores, formuladores de políticas públicas e representantes do universo cultural em uma agenda que combina conteúdo, networking e geração de negócios.

 

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O cineasta Spike Jonze (divulgação)

O cineasta Spike Jonze (Divulgação)

Entre os convidados internacionais estão nomes como Spike Jonze, Daniel Goleman, Steven Pinker, Douglas Rushkoff, Luc Ferry, Gilles Lipovetsky e Dmitry Muratov. A programação também inclui especialistas como Ian Beacraft, Neil Redding e Amy Gallo.

 

No eixo científico, participam o astrofísico Adam Frank, o vencedor do Nobel de Física Didier Queloz, o físico brasileiro Marcelo Gleiser e o engenheiro espacial Ivair Gontijo. O festival também abre espaço para debates sobre consciência, ética e comportamento com convidados como Ailton Krenak, Monja Coen, Marcelo Tas, Rita von Hunty, Martha Medeiros e Fabrício Carpinejar.

 

Um dos movimentos mais relevantes do SPIW acontece fora dos palcos. Pela primeira vez na América Latina, um evento cria uma área dedicada exclusivamente à diplomacia da inovação, reunindo delegações de 20 países em um mesmo ambiente voltado à conexão entre startups, investidores, governos e hubs internacionais. A iniciativa é realizada em parceria com a Divisão de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério das Relações Exteriores.

 

O espaço funcionará como uma plataforma de articulação internacional, reunindo embaixadas, consulados, agências de investimento e câmaras de comércio interessadas em apresentar programas de soft landing, estratégias de internacionalização e oportunidades de cooperação para empresas brasileiras. Na prática, trata-se do maior ambiente internacional já organizado no Brasil com foco em inovação e negócios.

 

O agronegócio também ocupa posição estratégica no festival. A trilha dedicada ao setor reúne lideranças que hoje ajudam a definir os rumos da produção agrícola, da tecnologia e do capital no campo. A curadoria é assinada por Marcos Jank e Ana Paula Malvestio.

 

Entre os participantes estão Sílvia Massruhá, Beto Abreu, Maurício Rodrigues, Marcelo Batistela, Tereza Vendramini e Marcos Troyjo, além de representantes do sistema financeiro, venture capital e investimentos climáticos.

 

Ao colocar lado a lado ciência, capital, inteligência artificial, clima, cultura, filosofia e geopolítica, o SPIW estreia tentando ocupar um espaço raro no calendário brasileiro: o de um festival que entende inovação não apenas como tecnologia, mas como ferramenta de transformação econômica, urbana e social.