Schiaparelli relaxa sob luz baixa com sensualidade e brilho

Aos parâmetros da maison, este foi um desfile mais sucinto, com destaque para a sedução do movimento das silhuetas

Foto: reprodução Instagram @KarenRoze @Kukukuba

Sob o comando de Daniel Roseberry, a Schiaparelli desfilou a coleção Dancer in the Dark no dia 2 de outubro, na Semana de Moda de Paris. Comecemos pelo cenário: as modelos cruzaram a passarela curvada com iluminação baixa, o que fez com que os cristais cintilantes das peças ganhassem mais vida na escuridão.

 

Este elemento aparece com recorrência. O desfile é composto basicamente de vestidos camisolas, blazers e tops com calças de alfaiataria. Há, aqui e ali, uma estola de pele ou outro item marcante. 

 

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Os vestidos camisolas são de seda, com renda ou também transparências. Alguns com rasgos ou recortes à laser. O clima é de boudoir, ou em bom e velho português brasileiro, de quarto chique, íntimo e com referências a pijamas e/ou roupas de baixo.

 

Foto: reprodução Instagram @KarenRoze @Kukukuba

 

As estolas de pele, junto com recursos como correntes e franjas douradas, elevam o requinte do look. Inclusive, esta atmosfera intimista tem se repetido na temporada. Já a alfaiataria aparece mais estruturada, mas fluída, de seda. Às vezes, utiliza-se um peplum para demarcar a silhueta, mas nada é rígido. 

 

E como não podia deixar de ser na Schiaparelli, Daniel Roseberry também mergulhou no engana-engana do trompe-l’oeil. Um exemplo é o vestido preto de veludo no qual há o desenho de um cróqui.

 

 

Os recortes apareceram em boa parte da coleção, o que aumentou a sensualidade na passarela – principalmente à luz baixa. Há também tops com babados exagerados que chegam a cobrir os rostos. Nos vestidos, eles adornavam fendas laterais dramáticas, porém nunca exageradas. 

 

Para os parâmetros da Schiaparelli, este foi um desfile mais sucinto, com uma gama de recursos visuais estimulantes, mas em um volume mais suave. O destaque ficou mesmo a cargo da dose de sensualidade, com brilho e movimento das silhuetas.

 

por Thiago Andrill

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