Lolitta celebra o tricô e adota modelo sob encomenda em novo desfile
Carro-chefe da marca, a trama ganhou novos tratamentos em looks que, em sua maioria, serão criados especialmente para cada cliente na concept store em SP

Há 18 anos, o tricô é o ponto de partida da Lolitta. O entrelaçar de um fio a outro, base desta técnica, é o mais querido método da diretora criativa Lolita Zurita Hannud e, há três anos, ela e sua equipe decidiram investigá-lo ainda mais. O resultado mais recente da pesquisa pôde ser conferido no desfile da marca, que aconteceu em sua concept store na avenida Europa, em São Paulo, no dia 10 de setembro.

Foto: Divulgação
Calças e vestidos malemolentes, saias godês e tops foram construídos com técnicas de entrelaçamento, das manuais até as mais inovadoras. “90% dos fios utilizados, logo, 90% das peças serão trabalhadas e comercializadas em um modelo sob medida”, disse a diretora criativa. “A ideia é trazer a cliente para este ambiente. Nós limpamos a loja com o objetivo dela parecer uma galeria.”
LEIA MAIS:
- “Os criadores são engraçados: tudo o que vivenciamos acaba nos inspirando”, diz a estilista Cris Barros
- Como a moda e o cinema trabalham juntos na transmissão de mensagens e ideais
- Giro da Moda: 6 eventos e lançamentos do último mês
A fluidez foi reforçada com o uso de poucos tecidos planos, como a seda pura, combinada – naturalmente – com o tricô mais escultural, como nos peplums e corsets, mas que não causou rigidez. Leveza e movimento foram trabalhados constantemente por Lolita na coleção. Pontos de transparência também conferiram respiro aos looks “estatuescos”.
“Por mais que a gente use uma renda transparente, por exemplo, nós o aplicamos em uma saia mais comprida. Ou combinamos um top com uma saia godê. Sempre procuramos fazer um movimento de ponderação, de trazer a sensualidade com conforto”, explica.

Foto: Divulgação
A cartela era composta por um amarelo ivory, que aparece em grande parte das coleções, ou em bom português brasileiro, um amarelo amanteigado clarinho. Areia, framboesa e café foram outras cores que marcaram os looks, em suma, clássicos. “Meu trabalho sempre foi o de criar algo autoral e com permanência”, pontua Lolita. “Não sigo temas passageiros, faço roupas que se mantêm no guarda-roupa e que contam histórias pessoais.”
Por Thiago Andrill



