Giorgio Armani: 4 destaques de uma trajetória atemporal

Como poucos, o italiano soube aliar criatividade ao pragmatismo do mundo dos negócios e construiu um império que revolucionou a forma de vestir contemporânea

Foto: Getty Images

O estilista e empresário italiano Giorgio Armani faleceu em Milão no dia 4 de setembro, conforme comunicado divulgado pela grife. “Com infinita tristeza, o Grupo Armani anuncia o falecimento de seu criador, fundador e incansável força motriz.” O criativo homem de negócios comandava o conglomerado que fatura, anualmente, cerca de 2,3 bilhões de euros (R$ 14,5 bilhões).

 

Nascido em Placência, na Itália, o designer tornou-se famoso pela reinvenção da alfaiataria, tanto para homens quanto para mulheres, ao valorizar curvas, mobilidade e conforto. Tudo, é claro, sem abrir mão de – muita – elegância.

 

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Visionário, Armani expandiu seu negócio em diferentes frentes e, assim como Coco Chanel e poucos, redefiniu a forma de vestir de milhões de pessoas em todo o mundo de forma duradoura.

 

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Confira alguns destaques de sua trajetória:

 

Arriverderci, jaleco

 

 

Estudante de medicina, o jovem Giorgio deixou o estetoscópio de lado no final da década de 1950 para se dedicar à moda. O então futuro estilista e empresário conseguiu um trabalho como vitrinista na La Rinascente, tradicional multimarcas de Milão.

 

Um tempo depois, começou a investir na criação de roupas e o resto é história. Ganhou notoriedade pela revisão da alfaiataria com movimento, desconstrução e tecidos leves, sempre prezando pelo conforto e atemporalidade. Além do trabalho com cores, com destaque para a quase onipresença do azul, cinza, rosa, bege e preto em tons esmaecidos. 

 

De início para eles

 

 

Suas propostas foram primeiramente voltadas para o público masculino e trouxeram um contraste à rigidez da alfaiataria clássica. Em imersões em Hollywood, a contribuição ao filme Gigolô Americano, de 1998, foi eternizada ao ser incorporada pelo galã do momento, Richard Gere, que arrancou corações com ternos elegantes, despojados e com muito movimento. 

 

Morfologia no tapete vermelho

 

 

O período no qual se dedicou aos estudos de medicina ajudou Giorgio Armani a desenvolver um olhar para o movimento do corpo. Por isso a predileção por tecidos mais fluidos e pela alfaiataria desconstruída, que facilita a expressão física de quem a veste. Esse entendimento era mais do que notável nas criações para o tapete vermelho. Famosas como Cate Blanchett, Jodie Foster, Renée Zellweger, Julia Roberts e Diane Keaton posaram com ternos ou vestidos do senhor Armani. 

 

Um homem de casa – e muito mais

 

 

Grife homônima, alta-costura (Armani Privé), etiqueta mais jovem (Emporio Armani)… engana-se quem pensa que Giorgio Armani se dedicou apenas à moda ao longo de suas mais de seis décadas de trajetória. 

 

No início dos anos 80, o designer começou a investir em mobiliários. Independente da área, a expressão era reconhecidamente minimalista e, com ela, abriu as portas da Armani/Casa em 2004.

 

Porém, ele não parou por aí. Para entender, é preciso voltar: Um pouco antes, em 1998, Giorgio Armani já tinha lançado seu primeiro restaurante em Paris. Hoje, o Armani/Caffè conta com mais de 20 pontos no mundo. Já o Armani Hotel – sim, ele também investiu na hotelaria – foi lançado no edifício Burj Khalifa em 2010, em Dubai. São 29 hotéis atualmente, além de outros tipos de projetos imobiliários, como um condomínio de alto padrão no Rio de Janeiro e outro em Santa Catarina.

 

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Vida longa, senhor Armani.

 

Por Thiago Andrill



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