Flavia Aranha investe em texturas e tinge a cidade com cores naturais
A estilista, que faz 16 anos de marca, esmaece a divisa entre urbano e meio ambiente com desfile repleto de tecnologias mais sustentáveis

A estilista Flavia Aranha comemora 16 anos de marca e, na manhã desta terça-feira (14), fez o seu segundo desfile, montado no Parque Trianon, em São Paulo. A criativa, um dos nomes mais fortes da moda com menor impacto socioambiental, apresentou uma coleção nesta SPFW cujas texturas, materiais e tecnologias foram o ponto alto.
A silhueta foi, em suma, a bem-conhecida da marca: comprida e solta no corpo graças ao manuseio de fibras naturais como algodão, linho e seda. Contudo, neste desfile, ela surgiu atualizada com drapeados e franjas, ou até em formas mais ovais, lembrando uma fruta ou casulo.
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Foto: reprodução spfw.com.br / agência Foto Site – Zé Takahashi
Vale ressaltar a importância das texturas na apresentação, como a do macramê de sementes de açaí, a de um vestido feito inteiramente de sementes ou ainda a de outro, com efeito de “tapete peludo”, coberto por retalhos coloridos.

Foto: reprodução spfw.com.br / agência Foto Site – Zé Takahashi
O tingimento natural — como o verde obtido a partir de bactérias da Amazônia — e a impressão botânica (técnica que coloca folhas, flores e raízes em contato com a peça para tingi-la) são métodos já desenvolvidos por Aranha. Ao seu léxico foram incorporados novos conhecimentos, como um biocouro feito de alga.
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Foto: reprodução spfw.com.br / agência Foto Site – Zé Takahashi
A estilista ainda criou parkas e capas de chuva de látex natural da Amazônia, peças que sintetizam a simbiose entre a natureza e a rotina da cidade. Inclusive, a escolha da locação, um parque na Avenida Paulista, mostra como Flavia Aranha sabe despertar desejo contemporâneo e urbano com o mínimo de impacto ambiental e humano possível. Algo que faz há 16 anos.
por Thiago Andrill



