F1: por que a alta relojoaria investe nos pilotos. Veja quem usa qual marca

Entre engenharia extrema, luxo global e status, marcas da alta relojoaria transformam pilotos de Fórmula 1 em vitrines milionárias

George Russel, piloto de F1, usando peça da alta relojoaria
George Russel, da Mercedes, e seu IWC Schaffhausen Pilot's Watch: mesma linguagem (Divulgação)

 Por Karina Hollo

 

A Fórmula 1 virou um dos territórios mais valiosos para a alta relojoaria porque reúne exatamente os atributos que as marcas querem comunicar: precisão, engenharia, performance, exclusividade, inovação e status global. Um relógio de luxo e um carro de F1 falam praticamente a mesma linguagem estética e simbólica.

 

Além disso, a F1 deixou de ser apenas esporte e virou plataforma de lifestyle de luxo, unindo bilionários, celebridades, moda, hotelaria premium e consumidores de altíssimo poder aquisitivo — exatamente o público das maisons suíças de alta relojoaria.

 

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Outro ponto importante: relógios são objetos visuais. Eles aparecem em pódios, entrevistas, campanhas, close de mãos e celebrações. E, diferentemente de outros esportes, a F1 oferece exposição global constante durante todo o ano. Hoje, praticamente cada equipe tem uma marca de relógio associada.

 

A TAG Heuer é parceira da Red Bull Racing – Max Verstappen costuma usar modelos Carrera especiais da marca, que também voltou a ser cronometrista oficial da F1 após substituir a Rolex.

 

Kimi Antonelli, piloto de F1, com seu relógio especial

Kimi Antonelli, da Mercedes: embaixador da IWC (Divulgação)

Desde 2013, a IWC Schaffhausen é a “Parceira Oficial de Engenharia” da equipe Mercedes-AMG Petronas Formula One Team e mantém uma relação muito próxima não apenas com a escuderia, mas também com seus pilotos. George Russell frequentemente aparece usando edições especiais Pilot’s Watch. Kimi Antonelli, também piloto da equipe, que acabou de vencer o GP em Miami, é embaixador da marca IWC – até maio de 2026, Antonelli acumulou três vitórias em quatro corridas na temporada da Fórmula 1.

 

O piloto italiano da Mercedes, de 19 anos, teve um início impressionante, assumindo a liderança do campeonato e se tornando o piloto mais jovem a conquistar três vitórias seguidas na categoria. Finalmente, em 2025 a maison de alta relojoaria suíça esteve no filme F1, no qual a marca aparece no pulso do ator Brad Pitt e do elenco da fictícia escuderia ApexGP com relógios especiais e inspirados especialmente para a trama.

 

Fernando Alonso com seu relógio Breitling

Fernando Alonso com seu Breitling (Divulgação)

A Breitling anunciou em fevereiro deste ano uma parceria de longo prazo com a Aston Martin e a equipe Aston Martin Aramco Formula One. A parceria oficial conecta o universo de veículos de ultra luxo e alto desempenho da Aston Martin com o estilo e precisão que definem o legado dos relógios Breitling. Com o anúncio, foi comunicado o lançamento do Navitimer B01 Chronograph 43 Aston Martin Formula One Team, um relógio que marca o retorno da Breitling à F1.

 

F1 Arvid Lindblad da Racing Bulls

Arvid Lindblad da Racing Bulls (Divulgação)

A Tudor acelera ainda mais sua presença no automobilismo em 2026 ao renovar a parceria com a equipe Visa Cash App Racing Bulls, da Fórmula 1. A marca suíça, que tem longa tradição nas pistas desde os anos 1960, reforça seu espírito “Born To Dare” ao apostar em uma escuderia jovem, ousada e determinada a desafiar o status quo da categoria. Com nova identidade visual, carro renovado e foco em inovação, a equipe estreia uma nova fase ao lado da relojoaria, que também apresenta o Black Bay Chrono “Carbon 26”, inspirado no universo das corridas.

 

A Rolex não está mais associada à Fórmula 1. Mas como a marca sempre esteve ligada ao automobilismo por conta dos valores da precisão, excelência e conquista, atualmente apoia as corridas de resistência (chamadas de Endurance), que incluem a 24 de Daytona e 24h de Le Mans (que também possuem a corrida Rolex 6h de São Paulo, que acontecerá em Interlagos em julho pelo terceiro ano consecutivo).

 

Curiosamente, muitos pilotos usam os relógios das patrocinadoras apenas em eventos oficiais. Fora das pistas, vários aparecem com coleções pessoais — frequentemente Rolex, Patek Philippe ou Audemars Piguet.

 

Hoje, mais do que patrocínio esportivo, a relação entre F1 e alta relojoaria se tornou narrativa: quem consegue traduzir melhor velocidade, tecnologia e desejo em um objeto de pulso.