Davidoff, marca suíça de charutos, retorna ao mercado brasileiro

Portfólio da marca de luxo de charutos é composto por blends de tabacos e inclui séries regulares e edições limitadas para colecionadores

caixa de charutos Davidoff
Linha Grand Cru da Davidoff busca inspiração nos grandes rótulos de Bordeaux, na França (Divulgação)

Por André Sollitto

 

Quando o empresário Zino Davidoff (1906-1994) criou sua primeira linha de charutos após anos trabalhando na tabacaria da família em Genebra, na Suíça, inspirou-se no mundo dos vinhos. Como em Bordeaux, na França, usou o termo Grand Cru para se referir ao tabaco da mais alta qualidade que usou em seus blends. No início, trabalhou com fornecedores cubanos, mas depois passou a usar matéria-prima da República Dominicana. E assim consolidou o nome Davidoff como referência de qualidade. 

 

Após anos fora do mercado brasileiro, os charutos Davidoff estão de volta. E agora o consumidor tem acesso às principais linhas, como a Grand Cru, Davidoff e Winston Churchill, bem como a Zinio, de entrada, e as séries especiais, como a coleção dedicada ao signos do horóscopo chinês.

 

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O relançamento foi realizado no Europa Lounge, espaço no Jardim Europa dedicado à apreciação de charutos. Recém-reformado, conta agora com uma loja especializada, um bar de coquetelaria e um restaurante de alta gastronomia.

 

Para marcar o retorno, o Davidoff Grand Cru Toro foi peça central de um jantar harmonizado em três etapas, elaborado pelo chef francês Pascal Valero, que assina o menu do Europa Lounge. Cada passo foi pensado para complementar a experiência do charuto.

 

Evento de lançamento foi realizado no Europa Lounge, espaço de apreciação de charutos na capital paulista

Evento de lançamento foi realizado no Europa Lounge, espaço de apreciação de charutos na capital paulista (Divulgação)

“No início, com a fumaça ainda mais fria, o ideal é acompanhar algo mais leve”, diz Alexandre Avellar, especialista em charutos e único brasileiro vencedor do prêmio Hombre Habano, o mais cobiçado e importante da indústria. Ao guiar a degustação, falou que é tradição harmonizar um charuto de fortaleza leve ou média com champagne. Para acompanhar a bebida, uma seleção de queijos.

 

O prato principal, arroz de pato, foi acompanhado de whisky Glenlivet Founder’s Reserve, mais potente, capaz de acompanhar a mudança no perfil sensorial do charuto, que passa a apresentar notas de avelã e alcaçuz. Por fim, a sobremesa de chocolate dá conta de sustentar a intensidade do último terço, marcado por aromas de especiarias e de carvalho. 

 

A linha Grand Cru usa predominantemente tabacos de origem dominicana, tanto no miolo quanto no capote. Em outras linhas, como a Escurio, é possível encontrar tabacos de origem brasileira no blend, principalmente as variedades Mata Fina (que aporta dulçor) e Cubra, que dá picância.