Cultura, experiências e foco na nova geração: 3 tendências do luxo em 2025

O mercado passa por mudanças e precisa aprender a lidar com uma nova leva de consumidores exigentes

Pexels/Timea Kadar

A cada ano que passa, novas tendências despontam e se solidificam. Algumas delas, passageiras, outras mostram que vieram para ficar e amadurecem com o passar do tempo. Reunimos 21 delas para o ano de 2025, nos segmentos de arte, beleza, consumo, moda, turismo e luxo. Um panorama do ano em que estamos. A seguir, confira as tendências de luxo:

 

Experiência é tudo

 

Segundo o relatório “The state of luxury: how to navigate a slowdown”, da Mckinsey, é esperado que em 2025 o setor de luxo crie menos valor, após um período de oito anos (exceto em 2020) de constante valorização. Uma das alternativas que as marcas já colocam em prática e, mesmo assim, terão que aprimorar para driblar a recessão é ofertar ainda mais experiências de luxo personalizadas e exclusivas. Grandes conglomerados, como a LVMH, apostam em experiências de turismo, com as suas marcas Cheval Blanc e Belmond.

 

Cultura como status

 

O consumidor de luxo não busca mais apenas tendências na hora de fazer compras. Criou-se um desejo por cultura e por “falar a mesma língua” que as marcas que consome, para criar pontos de conexão que vão além de apenas vestir um logo. A francesa Chanel sabe perfeitamente como agradar, com os seus rendez-vous littéraires da Rue Cambon, em que recebe personas interessantes, desde Naomi Campbel até autoras de livros, para discutir alguma obra, com a presença de convidados e disponibilizado on-line. A Miu Miu também promove clubes literários, especialmente durante as semanas de moda mundo afora.

 

Novas gerações modelam o luxo

 

Atualmente, 45% dos consumidores de luxo são representados por millenials. A geração Z, conforme vai amadurecendo, adentra o segmento com vontade. Mas as exigências de ambas são outras. Existe uma sede por personalização de produtos, customização e, também, colaborações. As famosas “collabs” já acontecem há tempos, mas ganharam tração nos últimos anos. Unir universos é uma forma que as marcas encontraram para conquistar dois tipos de consumidores, com um só lançamento: os fãs do criativo escolhido para a colaboração e os clientes fiéis. Se for em edição limitada, então, o sold out é garantido.

 

Por Beatriz Calais, Giulianna Iodice e Mariana Gonzalez Régio | Matéria publicada na edição 138 da Versatille

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