Claudio Tozzi
Ele é um dos artistas mais ressonantes e importantes do Brasil desde os anos 1960. Sua prática atravessou múltiplas fases e, a cada passo, seu trabalho polimórfico cresceu de acordo com uma investigação formalista linear

Ele é um dos artistas mais ressonantes e importantes do Brasil desde os anos 1960. Sua prática atravessou múltiplas fases e, a cada passo, seu trabalho polimórfico cresceu de acordo com uma investigação formalista linear e incessante.
Começando por experimentar silkscreens pop, ampliações fotográficas e pinturas figurativas, ele passou para filme, instalação, pinturas acrílicas esculturais, esculturas de parede de metal, técnicas e materiais de grande variação. Seus trabalhos mostram como Tozzi mascarou a crítica política e social com uma linguagem visual muitas vezes lúdica e acessível.
A seleção dessa nova mostra da Galeria Houssein Jarouche apresenta imagens recorrentes de mulheres e casais em diferentes estágios de sua prática, refletindo sobre a mudança dos papéis de gênero e a luta das mulheres pela igualdade.
A partir do final dos anos 1960, o artista abordou esses temas como emblemas de uma batalha pela total liberdade física e intelectual, ameaçada por uma sociedade tradicionalista que ditava normas e por um sistema político imposto pelos militares durante a ditadura.
As obras expostas documentam as diversas estratégias que Tozzi implantou para atingir seu objetivo, que incluiu exibir sua arte no espaço público, usando trocadilhos para zombar do status quo (Zebra e Bananeira), ou apresentando imagens e situações tensas (O Grito, Fotograma).
Até de junho de 2018, na Galeria Houssein Jarouche.
SITE: galeriahousseinjarouche.com
DROPS | Matéria publicada na edição 104 da Revista Versatille