Atividade física no Brasil: 40% cumprem meta da OMS, mas sedentarismo é recorde

Estudo revela contrastes e 88% do tempo acordado do brasileiro é marcado pelo sedentarismo.

atividade física

Por Karina Hollo

 

O Brasil vive uma realidade de fortes contrastes quando o assunto é atividade física. Segundo o Relatório de Preservação do Movimento 2026, novo estudo global da Asics lançado por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, o país reúne simultaneamente os melhores e os piores indicadores de engajamento esportivo na América Latina.

 

Entre os quatro mercados analisados na região — Brasil, Chile, Colômbia e Peru —, os brasileiros lideram a taxa de pessoas que cumprem a meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também ocupam o topo do ranking do sedentarismo extremo.

 

De acordo com o levantamento, que ouviu 34 mil pessoas em 31 mercados globais, 40,7% dos adultos brasileiros atingem os 150 minutos semanais de atividade física recomendados pela OMS.

 

No entanto, o outro lado da moeda revela um cenário preocupante: 34,5% da população do país realiza menos de 30 minutos de exercícios por semana. O índice de brasileiros inativos supera o registrado no Chile (33,8%), no Peru (25,2%) e na Colômbia (24,0%). Na prática, embora o Brasil tenha a maior fatia de ativos, ainda registra 59,3% de sua população abaixo do patamar ideal de movimentação.

 

Outro dado alarmante aponta para o estilo de vida sedentário ao longo do dia: os brasileiros estimam passar cerca de 14 das 16 horas em que permanecem acordados sem se movimentar. O montante equivale a 88% do tempo consciente, a taxa de inatividade diária mais alta entre os países latino-americanos pesquisados.

 

A pesquisa também avaliou o indicador autodeclarado Estado Mental (State of Mind), que pontua dez aspectos cognitivos e emocionais como disposição, concentração e gestão do estresse. Numa escala de 10 a 100, a Colômbia liderou a região com 71 pontos, seguida pelo Brasil (68 pontos), enquanto Chile e Peru registraram 66 pontos cada.

 

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