Cantaloup celebra 30 anos com menus assinados por chefs convidados
O primeiro menu, feito por Vivi Gonçalves, será servido no restaurante Cantaloup até o dia 10 de maio

Por André Sollitto
O reconhecimento de prêmios e rankings internacionais é importante para os restaurantes. Neste ano, o Cantaloup foi novamente indicado ao Guia Michelin como um dos destinos em São Paulo que merecem a visita. Mas há outras formas de valorização. E nenhuma é mais relevante que o tempo de permanência de um estabelecimento.
Em um cenário gastronômico dinâmico como o paulistano, são poucos os restaurantes que se mantêm ativos por anos. E o Cantaloup celebra três décadas em 2026. A casa aberta pelo empresário Daniel Sahagoff em 1996 já teve Laurent Suaudeau como consultor e tornou-se referência no bairro do Itaim Bibi.
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As comemorações incluem uma série de jantares feitos por cozinheiros convidados, que trabalham ao lado do chef Valdir Oliveira.

Abóbora assada na manteiga com roti de cogumelos (Divulgação/Ricardo D’angelo)
O primeiro deles é assinado pela chef Vivi Gonçalves e fica em cartaz até domingo, dia 10 de maio. São cinco tempos que mostram sua precisão técnica e sua cozinha marcada pelo uso criativo de vegetais.
Para começar, um shot de tomate italiano com azeite extra virgem e flor de sal chega à mesa em uma pequena taça. De amuse bouche, atum curado servido com uma folha de shissõ e enoki cru.
Na sequência, uma abóbora assada na manteiga é acompanhada de roti de cogumelos, e eryngui selado. Na sequência, um tagliolini delicado chega à mesa sobre beurre blanc, ao lado de vieiras, caviar siberian e limão siciliano. O último prato principal é um arroz bomba com lascas de pato confitado e folhas de radicchio.

Tagliolini com vieiras e caviar (Divulgação/Ricardo D’angelo)
A sobremesa é uma panacotta de redução de beterraba com mirtilo, limão siciliano e mel de jataí.
Todos os pratos são delicados e elegantes. “Eu quis trazer leveza para o menu. E apresentar os legumes, que são um elemento muito importante da minha cozinha”, explica a chef Vivi Gonçalves, que já passou pelo Emiliano.
O menu custa R$ 660 por pessoa e fica em cartaz até domingo, 10 de maio. A harmonização é opcional e custa R$ 397. Foram selecionados quatro vinhos da região do Vale do Rhône, na França, todos do portfólio da importadora Anima Vinum, especializada em rótulos franceses.
O chef Valdir Oliveira receberá outros dois convidados nos próximos meses, mas os nomes ainda não foram divulgados.



