Conheça os segredos da Chandon na produção dos espumantes
Presente no Brasil há meio século, Chandon revela processo de elaboração da bebida e a arte do assemblage

Da Redação
Garibaldi, cidade na Serra Gaúcha conhecida como a capital do espumante brasileiro, abriga dezenas de vinícolas, desde marcas centenárias como a Peterlongo até projetos bastante recentes, caso da inovadora Foppa & Ambrosi. Em meio a tantos produtores, uma empresa de prestígio internacional se destaca: a Chandon, que está na região desde o início da década de 1970.
Recentemente, no âmbito das comemorações de seu cinquentenário, a Chandon reestruturou seu enoturismo, abrindo novas experiências de degustação e harmonização. Agora, ela volta a abrir ao público um dos percursos mais disputados de sua história. Rebatizado como “Tour Segredos da Chandon”, o roteiro retoma o acesso aos bastidores da vinícola — território normalmente reservado à área técnica — e o transforma em uma experiência guiada que combina didatismo, degustação e escala industrial sob controle.
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É o único tour recorrente da casa que atravessa a área produtiva. Ao longo do percurso, o visitante acompanha, sem interferir, as etapas que levam da seleção das uvas à construção do estilo da marca. Não há encenação: o interesse está na engrenagem real, nos fluxos, nas decisões enológicas. Em prova, dois vinhos base ajudam a entender a arquitetura dos espumantes antes da segunda fermentação; ao final, uma degustação orientada de quatro rótulos explicita como essa base se traduz em frescor, equilíbrio e consistência.

Assemblage de diferentes vinhos para a elaboração de espumantes na Chandon (foto: divulgação)
Em paralelo, a vinícola lança “A Arte do Assemblage na Chandon”, experiência conduzida pela equipe de enologia e centrada em uma das etapas mais sofisticadas da elaboração de espumantes: a composição. Em bancada, seis amostras de vinhos base — de Pinot Noir, Chardonnay e Riesling Itálico, entre safras recentes e reservas — são provadas e comparadas. O visitante confronta o vinho base do assemblage Réserve Brut com o espumante final e, na sequência, cria seu próprio corte, que pode levar consigo. A sessão inclui ainda Chandon Brut Rosé e Chandon Excellence Brut safra 2021, além de certificado de participação.
A circulação é restrita a áreas delimitadas, respeitando protocolos técnicos e certificações internacionais (ISO 45001, 22000, 9000 e 14000). O rigor não é detalhe — é parte da narrativa. Ao abrir portas, a Chandon expõe seu método de produção (no caso, o Charmat, no qual a segunda fermentação para a tomada de espuma é feita em autoclaves), o controle dos processos e a repetibilidade que são os pilares de seu portfólio.
Com as duas propostas, a casa amplia o escopo do enoturismo: menos contemplação, mais compreensão. O que se oferece não é apenas a visita à vinícola, mas a leitura do processo — onde tradição e inovação deixam de ser conceitos e passam a operar, lado a lado, no copo. Ingressos são vendidos pela plataforma Wine Locals.

