Dia da Terra: um novo olhar sobre o turismo consciente

Jornalista Anna Laura Wolff sugere evitar locais de overtourism, destinos que sofrem degradação ambiental pelo excesso de visitantes

Anna Laura Wolff em viagem pelo Brasil
Para a influenciadora Anna Laura Wolff, viajar de forma sustentável não implica abrir mão do conforto e sim aprofundar a experiência de conexão com a natureza (Divulgação)

Da Redação

 

No mês em que o mundo celebra o Dia da Terra, a reflexão sobre o consumo consciente atinge um setor que é objeto de desejo constante: o turismo. O momento é de repensar escolhas e avaliar o impacto da atividade sobre o planeta. Será que viajamos da forma correta? Ou nossa busca por lugares incríveis é um peso adicional para a natureza?

 

Para a jornalista e influenciadora Anna Laura Wolff, pioneira no segmento digital no Brasil, viajar de forma sustentável não se trata de abrir mão do prazer ou do conforto, mas sim de elevar a experiência a um patamar mais profundo e conectado.

 

Ela defende que não existe uma viagem totalmente neutra, mas que a consciência no planejamento transforma o impacto da jornada, tornando-a mais autêntica e significativa para o viajante e para o destino.

 

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Essa transformação começa muito antes do embarque, no momento em que se escolhe para onde ir. Anna ressalta a importância de evitar destinos que sofrem com o overtourism, como Veneza ou certas regiões da Tailândia, que enfrentam sérios desafios de infraestrutura e degradação ambiental pelo excesso de visitantes.

 

A sugestão da especialista é priorizar a chamada shoulder season, viajando em meses de menor fluxo, o que ajuda a distribuir o impacto econômico e ambiental de forma equilibrada ao longo do ano, além de proporcionar uma estadia muito mais agradável e exclusiva.

 

A escolha da hospedagem também é um pilar fundamental dessa nova visão. Além da estética e do design, Anna sugere que o viajante olhe para a gestão de recursos e a relação do hotel com a comunidade.

 

Priorizar hotéis independentes e pousadas familiares em vez de grandes redes internacionais garante que o investimento do turista permaneça na própria região, fortalecendo a economia local e oferecendo uma imersão cultural mais verdadeira.

 

Esse consumo local se estende à gastronomia e ao artesanato, onde a substituição de souvenirs genéricos por peças de designers e produtores regionais enriquece o repertório da viagem e apoia a economia criativa local.

 

Por fim, a consciência se manifesta em escolhas cotidianas e pequenos gestos que reduzem os excessos invisíveis. A influenciadora destaca que decisões simples, como optar por caminhar ou usar transporte local, reduzir o uso de plásticos e preferir garrafas reutilizáveis ou de vidro, são fundamentais para minimizar o rastro deixado pelo turista.

 

Para Anna Laura Wolff, o turismo do futuro é aquele que entende o efeito de cada escolha, percebendo que o verdadeiro luxo contemporâneo está em explorar o planeta com respeito, preservando a essência dos lugares para as próximas gerações.