Dicas valiosas de Alex Reiller para curtir a Milan Design Week
Com uma relação orgânica com a cidade, o empresário Alex Reiller propõe um olhar autoral para quem for a Milão na Design Week

Da Redação
Ele conhece Milão como quem conhece um código. Não apenas por ter vivido ali durante 15 anos, mas por ter assimilado a cidade em sua linguagem mais essencial: a da elegância sem esforço, do repertório visual preciso e do luxo que não se anuncia. Empresário brasileiro de perfil cosmopolita, Alex Reiller construiu, ao longo do tempo, uma relação orgânica com alguns dos universos que melhor definem o imaginário milanês: arte, design, entretenimento e esporte, entre o Brasil e o circuito internacional.
Sua volta à cidade para mais uma edição da Milan Design Week, entre os dias 21 e 26 de abril, não se traduz em um simples retorno de agenda, mas em uma reentrada natural em um cenário que lhe é íntimo. Em vez de seguir apenas o fluxo mais evidente da semana, Alex propõe um outro olhar sobre Milão: mais sensível, mais apurado, mais autoral. Um percurso que se afasta do óbvio para revelar uma cidade feita de camadas, estética, memória, sofisticação e desejo.
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Alex Reiller (Foto: Rodrigo Zorzi)
Durante a Design Week, quando Milão se transforma em uma coreografia contínua de ideias, imagens e encontros, seu roteiro privilegia experiências que condensam o melhor da temporada com rigor e apelo visual.
Entre elas:
- Forever Fornasetti. New Encounters, na Via Senato, 2;
- Meta Fisica, colaboração entre cc-Tapis e Fornasetti, na Piazza Santo Stefano, 10;
- e a mostra Jusoor Design Collections, na Pinacoteca di Brera, na Via Brera, 28.
- A instalação multissensorial Renaissance of the Real, assinada por USM x Snøhetta, na Fondazione Luigi Rovati, no Corso Venezia, 52, aparece como um dos pontos de maior interesse,
- ao lado do showroom da Paola Lenti, na Via Giacomo Bovio, 28, onde o design se expressa de forma tátil, silenciosa e profundamente refinada.
Mas é também fora do circuito mais imediato que Milão revela sua verdadeira textura. Nos museus e fundações, a cidade reafirma sua capacidade singular de unir herança e vanguarda em uma mesma respiração. Armani/Silos, Fondazione Prada, Pinacoteca di Brera, MUDEC, Palazzo Reale e Pirelli Hangar Bicocca desenham um itinerário no qual moda, arte, arquitetura e pensamento contemporâneo coexistem com rara naturalidade. Não se trata apenas de visitar espaços, mas de entrar em contato com diferentes intensidades da cultura milanesa.
Há ainda os lugares que pertencem menos ao mapa e mais ao imaginário. O Teatro alla Scala, por exemplo, permanece como uma espécie de cerimônia permanente da beleza italiana, solene, impecável e atemporal. O Bosco Verticale e a Fondazione Giangiacomo Feltrinelli, por sua vez, ajudam a compor a silhueta de uma Milão que segue olhando para o futuro sem renunciar à disciplina estética que a tornou referência.
Nesse percurso, a experiência da cidade também passa, inevitavelmente, pela mesa. E Alex escolhe endereços que refletem essa sofisticação sem rigidez que Milão domina tão bem.
- Armani/Nobu,
- Futura Pizzeria Romana
- e Langosteria.
Esse são três endereços que conduzem o almoço entre o clássico reinterpretado, o gesto cool e a excelência já reconhecida. Ao fim da tarde, o Bamboo Bar, no rooftop do Armani Hotel, e o jardim externo do Hotel Bvlgari oferecem duas expressões distintas de uma mesma ideia de luxo: de um lado, a precisão urbana; de outro, a atmosfera resguardada, quase secreta.
À noite, o roteiro se adensa.
- Beefbar Milano,
- Giacomo Brera,
- Il Bistrot Bertarelli 1894,
- Il Salumaio di Montenapoleone
- e Marchesi 1824.
São locais que compõem uma geografia de charme, tradição e apuro visual. São lugares onde a cidade parece desacelerar apenas para se tornar ainda mais interessante, mais bela, mais milanesa.
E quando a noite finalmente assume seu brilho mais elétrico, entram em cena Armani Privé, Just Me, La Bullona e Twiga, endereços em que a vida social da cidade se revela com precisão quase coreográfica. Porque, em Milão, até o excesso parece calculado. E talvez seja justamente essa a sua forma mais sofisticada de sedução.


