Da Redação
Teatro Iguatemi recebe o espetáculo “Zélia Duncan e Fitti cantam Ângela Maria e Cauby Peixoto”, encontro inédito que propõe revisitar dois dos maiores nomes da música brasileira a partir de um diálogo entre gerações.
Nos dias 15 e 16 de abril, Zélia Duncan, dona de uma trajetória sólida e interpretações marcadas pela personalidade inconfundível, divide a cena com Fitti, artista da nova geração que vem se destacando pela potência vocal e presença cênica.
A proposta parte do repertório de Ângela Maria e Cauby Peixoto, vozes que ajudaram a moldar a identidade da canção popular no país. Em vez de um tributo convencional, o espetáculo busca novas camadas de leitura, equilibrando respeito às versões originais com interpretações que atualizam emoção e linguagem. O resultado é um percurso afetivo que atravessa décadas, mantendo intacta a carga dramática que consagrou ambos os artistas.
A montagem marca ainda a aproximação entre o teatro e o Prêmio da Música Brasileira, instituição dedicada à valorização da produção fonográfica nacional. Sob direção de Zé Maurício Machline e Giovanna Machline, o projeto inaugura uma programação que combina rigor curatorial e apelo contemporâneo. Mais do que uma série de apresentações, a parceria prevê uma agenda que inclui seis espetáculos e quatro encontros especiais, ampliando o alcance da iniciativa.
Com texto de DJ Zé Pedro, a encenação articula memória e reinvenção, propondo uma experiência que vai além da performance musical. Há, no centro, a ideia de continuidade — de como novas vozes podem habitar repertórios consagrados sem esvaziá-los de sentido.
Inaugurado no fim do ano passado, o Teatro Iguatemi se posiciona como um novo polo de cultura e entretenimento ao integrar programação artística a um ambiente que reúne gastronomia, bem-estar e conveniência em um único endereço. Nesse contexto, o espetáculo surge como uma espécie de manifesto: um tributo à tradição que encontra, na interpretação contemporânea, sua forma de permanência.