À frente do Grupo Flamboyant, Emmanuele Louza aposta em Goiânia como uma capital do consumo de luxo

O conglomerado se define como um hub de tendências e experiências e detém o Flamboyant Shopping e o Flamboyant Urbanismo

Emmanuele Louza, CEO do Grupo Flamboyant. Foto: Fernando Louza.

No início, tudo era agro. Já hoje, o Grupo Flamboyant de Goiânia avança como um hub de tendências e experiências no Centro-Oeste. Para além da atuação inicial ainda presente, o conglomerado detém o Flamboyant Shopping – com lojas como Gucci, Dolce & Gabbana e Louis Vuitton – e o Flamboyant Urbanismo, que desenvolve empreendimentos imobiliários – comerciais e residenciais – na capital de Goiás. À frente e também por trás de toda operação está a CEO e sócia-diretora Emmanuele Louza.

A empresária é uma das responsáveis pela expansão de um dos shoppings mais luxuosos da região. O grupo, fundado em 1906 por sua família, é uma referência de requinte em Goiânia. Para isso, além da gestão do dia a dia, Louza se articula e participa das principais semanas de moda do mundo e reúne-se com empresários e diretores criativos como Victoria Beckham e Simon Porte Jacquemus – além de bolar ações estratégicas, como uma parceria entre o Flamboyant e a estilista Martha Medeiros.

 

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Versatille: O Flamboyant é um hub de tendências e experiências no Centro-Oeste. Tudo começou pela agropecuária. Como você nota a percepção do público local em relação ao Grupo, considerando suas diferentes frentes de atuação?

Emmanuele Louza: O Flamboyant nasceu na agropecuária e hoje é percebido como um grupo que une tradição e inovação. O público local nos enxerga com respeito pelo legado e, ao mesmo tempo, com entusiasmo pelas novas frentes, como o shopping, o urbanismo e o instituto. Há uma percepção de continuidade: seguimos construindo experiências de qualidade, que impactam o cotidiano e projetam Goiânia para o cenário nacional e internacional.

 

V: Como essas diferentes especialidades constroem, em conjunto, um estilo de vida?

EL: Cada frente tem um papel complementar. A agropecuária representa a origem e o respeito à terra, o urbanismo planeja espaços de convivência e moradia, o shopping traduz cultura, moda e lifestyle, e o instituto conecta com educação e responsabilidade social. Em conjunto, criamos um ecossistema que entrega um estilo de vida completo, aspiracional e ao mesmo tempo enraizado na identidade local.

 

Foto: Ruan Pontes

 


V: Já houve algum tipo de confusão ou percepção negativa pelo Grupo atuar em diferentes frentes?

EL: Sempre que um grupo cresce e amplia atuação, questionamentos podem surgir. Para evitar ruídos, trabalhamos na clareza de comunicação e em um rebranding que reforçou identidade, valores e propósito de cada unidade. Hoje, conseguimos transmitir de forma mais direta que todas as frentes fazem parte de um mesmo ideal, sem perder autenticidade nem criar confusão.


V: Qual é o ritmo de crescimento do shopping?

EL: O shopping vem registrando crescimento consistente, impulsionado tanto pela chegada de novas marcas quanto por eventos proprietários que aumentam o fluxo e a permanência do público. O varejo premium tem respondido muito bem e observamos evolução gradual das vendas em comparação a anos anteriores.

 

V: Você fez parte do grupo Vogue 100 (Clube exclusivo da Vogue dos EUA que reúne líderes globais da moda). Como foi a experiência?

EL: Fazer parte do Vogue 100 foi transformador, me permitiu dialogar com profissionais e líderes da moda em escala global. Foi uma oportunidade única de aprendizado e de colocar Goiânia no radar internacional. Sigo atenta às discussões e inspirações que surgem desse ambiente e aplico o que aprendi em iniciativas locais.

 

V: A realização de eventos é cada vez mais importante para expandir a relevância e atuação das marcas. Você idealizou o Flamboyant Fashion Experience. Pode falar um pouco dele e se há outro evento planejado?

EL: O Flamboyant Fashion Experience nasceu com a missão de transformar o shopping em palco de moda e conteúdo, indo além da vitrine. Já realizamos edições que reuniram desfiles, talks e convidados de grande relevância. O evento mostrou o quanto o público valoriza experiências que unem marcas, imprensa e clientes. Nossa intenção é torná-lo recorrente e também ampliar o portfólio de eventos, integrando moda, arte e inovação.

 

V: Quais foram os resultados da collab do Shopping com Martha Medeiros?

EL: A parceria com Martha Medeiros trouxe excelente visibilidade e engajamento, reforçando o shopping como referência em moda e design autoral. Houve aumento de fluxo e ótimo desempenho de vendas. Seguimos com um calendário de novas collabs e parcerias, sempre alinhadas à nossa estratégia de curadoria e experiência.

 

Por Thiago Andrill

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