Normando vai à Amazônia e explora espaço e futuro em coleção que potencializa a alfaiataria

A dupla de diretores criativos Marco Normando e Emídio Contente continua a expandir o léxico da marca em seu terceiro desfile na SPFW

Foto: Divulgação

A Normando apresentou sua coleção na última sexta-feira (18) à noite, na SPFW, na qual celebrou a alfaiataria – um dos elementos centrais da marca – e se debruçou sobre referências bem perto de casa. Na verdade, de casa: da Belém e da Amazônia natais. Porém, ao contrário do que pode parecer, os diretores criativos Marco Normando e Emídio Contente não se prestaram a um exercício de repetição, mas de desenvolvimento de linguagem.

 

Foto: Zé Takahashi @agfotosite / reprodução spfw.com.br

 

Foto: Zé Takahashi @agfotosite / reprodução spfw.com.br

 

Um toque de ficção científica foi associado a personagens folclóricos, como a Matinta-Pereira e a Rasga-mortalha — uma bruxa e uma coruja que atuam como prenúncio da morte. O resultado foi vestidos com ombros exageradamente arredondados e blazers dos quais saía uma estrutura oval — como um capuz — sobre a cabeça.

 

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Foto: Zé Takahashi @agfotosite / reprodução spfw.com.br

 

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Há ousadia na modelagem, e a silhueta surge exagerada e arredondada. Já o látex amazônico, presente em jaquetas e vestidos, é um recurso que confere uma certa plasticidade visual bastante futurista. Por fim, foram produzidos aviamentos de marfim, e algumas peças receberam tingimento natural com bactérias e algas. Com o desfile, os diretores mostram que, da história que contam, ainda há muitas narrativas a serem vislumbradas. Para a sorte de quem os acompanha.

 

por Thiago Andrill

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