Patricia Viera relembra o otimismo e a juventude da Londres dos anos 1970

A diretora criativa, que iniciou a carreira na cidade, faz uma releitura do período com um olhar atual

Foto: Divulgação

Ao som de London London, cantada por Dora Morelenbaum e composta por Caetano Veloso, Patricia Viera assistiu ao seu desfile da primeira fila na manhã desta terça-feira (14). A escolha da música para a apresentação no SPFW não foi à toa, já que a diretora criativa morou na cidade nos anos 1970, quando ingressou na moda. E foi justamente essa a inspiração da mais nova coleção.

 

O período em Londres foi marcado pela efervescência cultural do rock e da psicodelia, com artistas que vão dos Beatles a Jimi Hendrix. O visual era o que hoje conhecemos como hippie e, sentada pela primeira vez na plateia, em vez de permanecer no backstage, Patricia Viera relembrou — com o seu olhar atual — aqueles tempos.

 

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Foto: Reprodução Instagram @SPFW

 

Especialista no manuseio do couro, Patricia faz do material protagonista de tramas, relevos e texturas — como no macramê que envolve o corpo. Conjuntos de couro compostos por top e minissaia criam uma atmosfera rock’n’roll, enquanto vestidos longuete combinados a lenços de cabeça trazem sofisticação, mas com um apelo descolado.

 

Foto: reprodução Instagram @SPFW

 

Destaque para os poás e as estampas florais, que ganham efeito brilhante translúcido graças a lantejoulas, e os padrões plaid, o famoso quadriculado, que remete ao visual clássico inglês. A lembrança de Patricia Viera não é a de uma Londres cinza e chuvosa, como muitas vezes a cidade é representada.

 

Foto: reprodução Instagram @SPFW

 

 

Aqui a diretora criativa foca em leveza, cor e otimismo, elementos relacionados frequentemente à juventude, além de terem sido enaltecidos nos anos 1970 pela contracultura. Na entrada final das modelos, ao som de Back in Bahia – canção que Gilberto Gil compôs no exílio em Londres -, Patricia levantou e abraçou a filha Andrea Viera Baptista, com quem divide a direção criativa da marca e que não escondeu, nos olhos, a emoção.

 

por Thiago Andrill

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