Herô Skin Beauty abre 1ª loja com SPA: “Muito bem-posicionados”

Maquiador e empresário, Helder Rodrigues explica por qual motivo o contato presencial importa - e muito - quando o assunto é beleza

Helder Rodrigues (Reprodução Instagram)

Após 14 anos como maquiador, Helder Rodrigues celebra, em 2025, um marco especial: a abertura da primeira loja da Herô Skin Beauty, sua marca de beleza que nasceu há quatro anos. O espaço está localizado no número 604 da rua Fernão Dias em Pinheiros,  São Paulo, e funciona também como spa. 

 

“A inauguração foi um divisor de águas em nossa comunidade. As pessoas queriam também visitar a marca. Antes, vendíamos o produto em lojas que comercializavam tudo, de calçado a óculos e roupas”, pontua Helder. “Porém, percebemos com o tempo que o atendimento não era especializado. Muitas vezes, a vendedora não havia sido treinada.”

 

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Com o crescimento da marca, o foco nas vendas on-line e em algumas lojas físicas (não pertencentes à Herô) acabou não sendo suficiente. Helder e sua equipe decidiram firmar um ponto próprio. “Estamos tendo a melhor das respostas, que é o que a gente esperava. Além disso, eu acho que o digital tem muita competição e no presencial conseguimos um diferencial pelo atendimento, personalidade do espaço e também por um certo carinho, específico de uma conversa física.” 

 

@mucioricardo

 

Após dois anos de pesquisa com o público, a marca faz agora também algumas atualizações no portfólio. O Sérum UltraHidratante Efeito Seco e o S.O.S Water Bruma Facial, por exemplo, contam com embalagens de vidro âmbar que salvaguardam melhor as fórmulas. Dessa forma, o efeito na pele é aprofundado. Além disso, há quatro novas cores de iluminadores (batizados de Saturno, Vênus, Júpiter e Lua), assim como o retorno do Tônico Herbal e do Balm Multifuncional.

 

Inclusive, esse último pode ter diferentes usos para a maquiagem. A versatilidade dos produtos é uma qualidade apreciada por Helder desde o início da carreira de maquiador, quando trabalhava como assistente de Robert Estevão. “Hoje, temos uma série de balms que foram os primeiros itens da marca. Gosto da possibilidade de usá-los como blush, batom e por aí vai”, diz.

 

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“Com o tempo, começamos a entender que o cuidado com a pele, não apenas a maquiagem, também faz parte do resultado almejado, da beleza em si. Então, fizemos um link com o ponto do wellness”, complementa. Daí os séruns, como o Mushroom Serum Tremella, e o Cleansing Oil (Óleo de Limpeza). Há ainda chás e velas aromáticas Herô Skin Beauty. 

 

“Vemos na beleza um movimento no qual várias personalidades e famosas estão retirando seus procedimentos estéticos. É um retorno ao estudo dos fundamentais: de práticas mais óbvias que parecem até básicas, mas são muito importantes”, pontua.

 

CHEIRO DE CASA 

 

O facebar da nova loja, por exemplo, oferece massagens no rosto que são baseadas em técnicas coreanas de liberação muscular. Todo o espaço foi inspirado em um banheiro de casa, para que cada cliente se sinta acolhido, como se estivesse fazendo a rotina de skincare de maneira despretensiosa. 

 

“Atualmente temos fórmulas mais emolientes, cremosas e hidratantes também. Desenvolvemos esses produtos a partir de feedbacks das clientes e de constantes análises do mercado”, explica o maquiador. “Eu brinco que o tempo em que trabalhei como assistente de Robert Estevão foi a minha faculdade e esses 4 anos de marca, a minha pós”, pontua. “Hoje estamos muito mais bem-posicionados.”

 

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Apesar da alta da área, a competição é dura, Helder bem sabe. Na América Latina, o mercado de beleza cresceu 18% em vendas no 1º trimestre deste ano, segundo a Circana, empresa de data tech. “Antes, a minha maior preocupação como maquiador era criar a imagem perfeita no estúdio. Agora, é se o produto vai ser consistente, pois eu tenho competidores na Itália e na China que disputam comigo aqui”, analisa.

 

O maquiador e empresário explica que, nesse momento, a maior dificuldade da marca — que conta com 5 funcionários — é achar a embalagem certa. É isso mesmo. Apesar de ser longo, com fases de teste e de aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o ponto mais desafiador não é o desenvolvimento de fórmulas. 

 

“Eu tenho que pensar primeiro na embalagem e, depois, no produto. A fórmula você pode adaptar. Já a embalagem certa é muito difícil de encontrar”, continua. “Mas faz toda diferença.” — E não é que faz mesmo?

 

Por Thiago Andrill

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