Germanier fecha a Alta-Costura com maximalismo e toque brasileiro de Gustavo Silvestre

Mais uma edição da Semana de Haute Couture termina em Paris, nesta quinta (10), com looks de crochê de ráfia que demandaram mais de 700 horas de trabalho

Gustavo Silvestre (Foto: Danilo Sorrino)

E a Semana de Alta-Costura chegou ao fim, nesta quinta-feira (10), com um sabor brasileiro no desfile de Germanier. O diretor criativo Gustavo Silvestre, natural do Recife, colaborou pela sexta vez com o suíço Kevin Germanier (a segunda na Couture), e levou à passarela o tradicional crochê de ráfia. Silvestre, com o projeto Ponto Firme, que promove a capacitação têxtil de pessoas em situação de vulnerabilidade, como egressos do sistema prisional, é conhecido pela pesquisa com essa técnica manual. Famosas como Sabrina Sato e Pabllo Vittar são clientes fiéis.  

 

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Responsável por quatro looks da apresentação, as peças levaram mais de 700 horas para serem feitas pela equipe de Germanier, além de contarem com a coparticipação de sete artesãos do Ponto Firme. Ambas marcas têm em comum o apreço pela artesania, mais uma vez exibido na coleção com silhuetas exuberantes e esculturais. 

 

 

 

A modelagem grandiosa foi alcançada pela transformação de resíduos e materiais descartados, como um vestido volumoso feito de bexigas, aquelas compridas de palhaços que animam festas infantis. Os balões, inclusive, aparecem em outras peças, como em um vestido, mas em formato de bonecas Hello Kitty. Flores esculturais dão contorno ao dorso das modelos, enquanto as pernas surgem mais lânguidas, em saias lápis.  

 

Suntuosas, as criações de Germanier já foram usadas por divas da música como Lady Gaga e Björk. Ao unir forças com Gustavo Silvestre, não seria inusitado ver os vestidos da nova coleção em celebridades nacionais como Sabrina Sato, uma fã do maximalismo. 

 

Por Thiago Andrill 

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