Decisões inteligentes: genético ou adquirido?

A capacidade de decidir é um dos mais fascinantes processos humanos. Todo o tempo fazemos uma série de operações de forma quase totalmente inconsciente, automática, as quais determinam a maior parte de nossos sucessos e

A capacidade de decidir é um dos mais fascinantes processos humanos. Todo o tempo fazemos uma série de operações de forma quase totalmente inconsciente, automática, as quais determinam a maior parte de nossos sucessos e fracassos. Empresários de sucesso têm diversas estratégias bem testadas no seu histórico e por isso produzem resultados. Artistas de sucesso, maridos e esposas exemplares, estudantes nota 10, atletas de alta performance.

 

Todos têm em comum um enorme repertório de excelentes escolhas nas respectivas áreas de atuação. Isso é algo que nasce com a pessoa, algo como carga genética, uma dádiva, um dom, ou pode ser algo aprendido, algo que pode ser ensinado e reproduzido?

 

Ao que sabemos até aqui é que se trata de uma mistura, existem os dois componentes. É uma parte genética e uma parte aprendida. Existem pessoas que são naturalmente bem dotadas para tomar decisões. Parece que nasceram assim. Para esses é ridiculamente fácil tomar qualquer decisão e, em geral, o fazem com muita elegância e rapidez. Os resultados costumam assombrar os demais por sua qualidade. Rapidamente se tornam líderes em suas áreas. São chamados “estrelas” ou “gênios”. Você encontra gente assim em qualquer área. Na ciência (Einstein), nas finanças (Warren Buffet), na tecnologia (Steve Jobs), no futebol (Pelé), entre outros. Estrelas são raras.

 

Existem também os desastres genéticos. Pessoas quase totalmente desprovidas de competência para tomar decisão. Não me refiro a doentes ou inválidos por qualquer causa orgânica. Me refiro aos indivíduos saudáveis, porém, indecisos, confusos, inseguros e que, quando decidem, fazem a pior escolha. Chamados de “desastres” ou “perdedores”. Desastres são raros.

 

A grande maioria das pessoas nem é tão genial como os primeiros nem tão lamentável como os segundos. São pessoas que, em determinados contextos, costumam decidir com qualidade embora em outros contextos fiquem sem saídas ou decidam mal. É a dona de casa que, da porta para dentro é uma líder ágil, múltipla e rápida. Coloque-a num carro e terá uma candidata a atrapalhar o trânsito. O executivo superdecidido que, na vida sentimental, já trocou de companheira quatro vezes e parte para a quinta tentativa. O jovem que sobre uma prancha de surfe é o “cara”. Quando o assunto é carreira profissional ou finanças, está totalmente perdido…

 

O recomendável é ficar longe dos “perdedores”, aproximar-se e imitar os “gênios” e procurar descobrir quais os processos/atitudes que aqueles que decidem bem em determinado contexto fazem para que você, se quiser, fazer parecido possa imitá-los. Se não conseguir igualá- -los estará perto da excelência de qualquer modo.

 

Carpediem por Nelson Spritzer Diretor da Consultoria Dolphin Tech e especialista em Neurolinguística | Matéria publicada na edição 93 da Revista Versatille