Reserva Morros Verdes inicia nova fase em parceria com Capim Santo

Em meio a 300 hectares de Mata Atlântica, em Ibiúna (SP), antiga Fazenda Morros Verdes deixa de operar como hotel para se dedicar a eventos corporativos, casamentos e outras celebrações

Um dos ambientes da Reserva Morros Verdes (divulgação)
Um dos ambientes da Reserva Morros Verdes (divulgação)

 

Por Celso Masson

 

A antiga Fazenda Morros Verdes inicia uma nova fase. Depois de um processo de reposicionamento, a propriedade localizada em Ibiúna, a cerca de 70 quilômetros de São Paulo, passa a se chamar Reserva Morros Verdes, deixa de funcionar como hotel e concentra sua operação em eventos corporativos e sociais. A mudança vem acompanhada de uma parceria com o Grupo Capim Santo, que assume toda a operação gastronômica do lugar.

 

São mais de 300 hectares de Mata Atlântica preservada, com cachoeiras, rio, lago e mais de 30 quilômetros de trilhas. A propriedade mantém ainda agrofloresta, horta, pomar, produção orgânica, bangalôs e diferentes ambientes que podem ser utilizados em convenções, treinamentos, encontros de liderança, retiros corporativos, casamentos e outras celebrações.

 

Reserva Morros Verdes (divulgação)

Vista aérea da Reserva Morros Verdes (divulgação)

 

A nova proposta aproveita justamente essa diversidade de cenários. Além das salas Manacá, Figueira e Celeiro e do Ginásio, há espaços como a Hípica e diferentes áreas externas. Refeições e encontros podem ser organizados à beira do lago, próximos às cachoeiras ou em outros pontos da propriedade, de acordo com o formato de cada evento.

 

É nesse contexto que entra o Capim Santo. Fundado em Trancoso, na Bahia, em 1985, o grupo comandado pelas sócias Morena Leite e Adriana Drigo desenvolveu para a Reserva uma operação própria, com equipe dedicada e menus que deverão acompanhar a sazonalidade e a disponibilidade de ingredientes da região.

 

Parte deles virá da própria propriedade. Produtos da horta, do pomar e da agrofloresta, além do mel produzido no local, serão combinados a ingredientes de fornecedores próximos e a espécies nativas da Mata Atlântica, como uvaia, araçá, jabuticaba, grumixama e cambuci.

 

“O mais interessante desse projeto é poder cozinhar a partir do que o território nos oferece. A floresta, a horta e o pomar não são apenas fornecedores de ingredientes, mas pontos de partida para a criação”, afirma Morena Leite.

 

Patrícia Haberkorn, Adriana Drigo, Morena Leite e Mariana Fragoso (divulgação)

Patrícia Haberkorn, Adriana Drigo, Morena Leite e Mariana Fragoso (divulgação)

A aproximação entre as duas empresas também passa pela sustentabilidade. Tanto o Grupo Capim Santo quanto a Reserva Morros Verdes possuem certificação de Empresa B, concedida a companhias que assumem compromissos de impacto socioambiental em seus modelos de negócio.

 

Para o Capim Santo, a parceria representa ainda uma nova frente de atuação. “Não é simplesmente levar o nosso buffet para o interior, mas criar uma nova experiência Capim Santo, com uma identidade própria, que nasce daquilo que esse lugar oferece”, diz Mariana Fragoso, CEO do Grupo Capim Santo.

 

Com o reposicionamento, a Reserva pretende ampliar em 50% o número de eventos realizados até o final de 2027 e elevar o faturamento em 40%. Mais do que as projeções, porém, a mudança redefine a vocação do endereço: em vez da hospedagem convencional, natureza, gastronomia e infraestrutura passam a servir de cenário para encontros e experiências concebidos especialmente para cada grupo.

 

Leia mais: