Galeria Galatea reúne obras de artistas que participaram da Bienal de Veneza de 1978
Exposição mostra como a seleção da curadora Lélia Coelho Frota abriu espaço internacional para produções associadas à arte popular brasileira

Por André Sollitto
Em 1978, as obras brasileiras expostas durante a 38ª Bienal de Veneza, na Itália, um dos eventos mais importantes no calendário mundial das artes plásticas, mudou completamente a maneira como o mercado passou a ver a produção do Brasil. A curadora, museóloga e crítica de arte Lélia Coelho Frota (1938-2010) escolheu um conjunto de trabalhos que abriu espaço internacional para produções associadas à arte popular. Agora, esse trabalho curatorial é retomado na exposição Representações brasileiras – Bienal de Veneza (1978), que começa nesta quinta-feira, 20, na Galatea, e fica em cartaz até o dia 17 de outubro.
A exposição na Galatea reúne obras de diferentes períodos dos artistas que integraram a participação brasileira: Carlos Fajardo, Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), Júlio Martins da Silva, Luiz Aquila, Maria Auxiliadora, Madalena dos Santos Reinbolt, Paulo Garcez e Wilma Martins, além de trabalhos das comunidades indígenas do Alto e Médio Xingu e do paisagista Roberto Burle Marx.
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A proposta da mostra é revisitar, a partir do acervo da galeria, os percursos dos artistas brasileiros que participaram da Bienal de Veneza de 1978, reunindo produções de períodos próximos ao do evento na Itália e ampliando a leitura sobre suas pesquisas.

Obra de Júlio Martins da Silva que integra a exposição da Galeria Galatea (Divulfação/Ding Musa)
O princípio que orienta a exposição é revisitar, a partir do acervo da galeria, os percursos dos que nela participaram da sua montagem em 1978, reunindo sobretudo produções de períodos próximos aos da Bienal e ampliando a leitura sobre suas pesquisas.
O momento de realização da exposição é oportuno. Em 1978, a curadoria de Lélia Coelho Frota abriu as portas para o interesse do mundo das artes sobre a produção feita às margens do circuito artístico dominante.
Intercâmbio artístico
Também nesta quinta-feira, 20, a Galatea apresenta a abertura da exposição No encalço do líquen, individual da artista mexicana Tania Ximena. A mostra reúne cinco obras inéditas em grande formato de Ximena e dá continuidade à pesquisa de La Marcha del Líquen, apresentada no Brasil em diferentes contextos desde 2025. A exposição acontece dentro do programa de intercâmbio entre a Galatea e a LLANO, plataforma mexicana focada em apresentar o trabalho de artistas envolvidos em pesquisas de longo prazo.

Obra da mexicana Tania Ximena que integra exposição individual na Galatea (Divulgação/Galatea)
A galeria Galatea fica na Rua Oscar Freire, 379. Está aberta de terça a quinta, das 10h às 19h, sexta-feira, das 10h às 18h, e sábado, das 11h às 17h. A entrada é gratuita.
