Nem mais, nem menos: a ideal proteção solar no inverno
Entenda por que a proteção solar no inverno é essencial contra a radiação UVA, a luz de telas e o surgimento de manchas.

Por Karina Hollo
Precisa mesmo usar proteção solar no inverno? Quando as temperaturas caem e o sol parece mais discreto, é comum surgir a sensação de que a pele precisa de menos cuidados. Nesse cenário, uma das dúvidas mais frequentes nos consultórios é se quem usa fotoprotetores de alto fator, como FPS 70, pode migrar para versões menores, como o FPS 50, durante a estação mais fria do ano. Contudo, dermatologistas alertam que a proteção solar não deve ser tratada como um cuidado sazonal.
A escolha da proteção solar
Apesar da menor sensação de calor, a diminuição do FPS não deve ser automática. A escolha do fator ideal está atrelada ao comportamento da pele, ao histórico de manchas e à sensibilidade individual. A dermatologista Mariana Marques, da Clínica Veona Medicina e Estética Avançada, explica que a radiação prejudicial continua atuante mesmo sem o calor direto.
“Não há indicação para reduzir o fator de proteção solar durante o inverno. A radiação UVA, principal responsável pelo dano cumulativo e pelo envelhecimento cutâneo, apresenta pouca variação ao longo do ano e permanece em níveis relevantes mesmo em dias frios, nublados ou com menor incidência solar aparente”, explica ela.

A hora certa de aplicar o protetor solar no inverno
Outro erro comum é associar a necessidade do filtro apenas aos momentos de lazer ao ar livre. Em rotinas urbanas ou em ambientes fechados, a luz indireta e a radiação continuam desempenhando papéis nocivos à saúde da pele.
“A exposição não se limita ao sol visível. A radiação continua presente em dias nublados, e a luz natural que atravessa janelas, associada à luz visível do ambiente e das telas, também participa do processo de pigmentação, sobretudo em peles predispostas”, ressalta Mariana Marques.
Reduzir o fator de proteção solar pode diminuir a margem de segurança contra o melasma, a fotossensibilidade e as queimaduras. Por isso, em vez de abaixar o número na embalagem, a estratégia mais recomendada para os dias frios e secos é adaptar o veículo ou a textura do cosmético.
“A recomendação, portanto, é manter o mesmo nível de proteção ao longo do ano com FPS mínimo de 30 e, idealmente, 50, ajustando apenas a textura para uma formulação mais confortável no clima seco”, orienta a dermatologista.
A constância do hábito e a reaplicação adequada do filtro solar são as verdadeiras chaves para evitar o envelhecimento precoce e o surgimento de manchas, garantindo uma pele saudável e bem cuidada em qualquer estação.
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