Montblanc e ABL: o peso das tintas e das letras imortais

Na celebração de seus 129 anos, a Academia Brasileira de Letras se une à Montblanc para criar três honrarias literárias e reforçar o valor perene da palavra escrita

Eliana Alves Cruz, vencedora do Prêmio Guimarães Rosa, categoria Prosa, e Juliana Pereira, CEO da Montblanc Brasil. Foto: Dani Paiva
Eliana Alves Cruz, vencedora do Prêmio Guimarães Rosa, categoria Prosa, e Juliana Pereira, CEO da Montblanc Brasil (foto: Dani Paiva/Divulgação)

Em tempos dominados pela efemeridade digital, poucas parcerias fazem tanto sentido quanto a união entre a tradição secular da literatura e a maestria da alta instrumentos de escrita. Durante a celebração dos 129 anos da Academia Brasileira de Letras (ABL), realizada no histórico Petit Trianon, no Rio de Janeiro, a instituição anunciou a criação de três novos prêmios literários destinados a reconhecer obras publicadas em 2025 — uma iniciativa viabilizada com o apoio direto da Montblanc.

 

Fabricio Oliveira, vencedor do Prêmio Manuel Bandeira, categoria Poesia, recebe o troféu das mãos de Juliana Pereira, CEO da Montblanc Brasil. Foto: Dani Paiva

Fabricio Oliveira, vencedor do Prêmio Manuel Bandeira, categoria Poesia, recebe o troféu das mãos de Juliana Pereira, CEO da Montblanc Brasil (Dani Paiva)

 

As novas honrarias prestam tributo a ícones das letras nacionais e abrangem múltiplos campos da produção intelectual. Na edição de estreia, Eliana Alves Cruz conquistou o Prêmio Guimarães Rosa (Ficção) pelo romance Veridiana; Fabricio Oliveira levou o Prêmio Manuel Bandeira (Poesia) por Noite Obscena; e Caetano Galindo arrematou o Prêmio Euclides da Cunha (Humanidades) com a obra Na Ponta da Língua.

 

Artesanato de luxo

 

Além do reconhecimento financeiro, cada autor galardoado recebeu um dos símbolos máximos do artesanato de luxo mundial: a caneta Montblanc Meisterstück LeGrand revestida a platina. Criada em 1924, a peça carrega em seu design de um século a própria ideia de permanência e transmissão de legado.

 

Leia mais:

 

O encontro no Rio de Janeiro também prestou homenagem ao conjunto da obra do escritor Cristovão Tezza, consagrado com o tradicional Prêmio Machado de Assis, e marcou os 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.

 

Caetano Galindo, vencedor do Prêmio Euclides da Cunha, categoria Humanidades (foto: Dani Paiva/Divulgação)

Caetano Galindo, vencedor do Prêmio Euclides da Cunha, categoria Humanidades (foto: Dani Paiva/Divulgação)

Ato transformador

 

Para a maison alemã, fundada em 1906, o patrocínio transcende o mero apoio institucional. Segundo Juliana Pereira, CEO da Montblanc Brasil, estar ao lado da ABL reafirma a missão de celebrar a escrita como um ato transformador de criação e preservação cultural. Em um momento de constante renovação da língua e do mercado editorial, a aliança entre o pênsil da ABL e o aparo da Montblanc lembra que as ideias mais duradouras continuam precisando da densidade da tinta para marcar a história.