Kauli Vaast e Panerai unem Ouro Olímpico e alta relojoaria

Kauli Vaast e Panerai unem a precisão da alta relojoaria à coragem de desafiar as maiores ondas do mundo.

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por Karina Hollo

 

O oceano é um templo de forças colossais, onde a precisão de um segundo separa a glória eterna do perigo extremo. É nessa fronteira entre a audácia e a imensidão azul que se encontram o taitiano Kauli Vaast e a manufatura de alta relojoaria italiana Panerai. Nascido em 2002 e criado no coração da Polinésia Francesa, Vaast não é apenas um dos nomes de destaque da nova geração do surfe mundial; ele carrega no peito a primeira medalha de ouro olímpica da história de seu país, conquistada nas ondas de Teahupo’o durante os Jogos de Paris 2024.

 

Em junho de 2026, o atleta veio ao Brasil para enfrentar as desafiadoras águas de Saquarema, no Rio de Janeiro, durante a etapa brasileira do circuito mundial da WSL (World Surf League). 

 

Fora das competições, ele atua como Friend of the Brand da marca de alta relojoaria Panerai. A parceria é uma simbiose perfeita: ambos compartilham o respeito pelo mar, a busca obstinada pela performance extrema, a coragem diante do desconhecido e uma estética imponente. Ao unir-se a Vaast, a Panerai consolida seu legado marítimo e se conecta diretamente com a vibrante cultura jovem do surfe e do lifestyle oceânico contemporâneo.

 

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Teahupo’o: onde nascem os gigantes

Crescer na Polinésia Francesa significa compreender o mar antes mesmo de dominar a terra firme. Para Kauli, as ondas icônicas e intimidadoras de Teahupo’o funcionaram como seu quintal de infância e sua arena de provação. Começar a surfar ali aos 8 anos esculpiu sua mente e seu corpo para lidar com cenários onde o erro não é uma opção. 

 

“Crescer em Teahupo’o foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Quanto mais você surfa em um pico — pode ser em qualquer lugar do mundo, mas para mim foi Teahupo’o —, melhor você conhece a onda. Você bate o olho nas condições e já sabe exatamente o que fazer. Sabe onde estão as ondas boas, onde estão as ruins, onde deve se posicionar na bancada.

 

Passar tempo no lugar é a chave para evoluir. É o melhor lugar do mundo, com uma energia sem igual. Ali eu vivi o melhor momento da minha carreira até agora, mas também o mais assustador, onde quase perdi a vida. Por isso, respeito aquele lugar mais do que tudo. É uma questão de visualização: quando você está pronto física e mentalmente, e conhece o terreno, você performa e alcança seus objetivos.”

 

Essa preparação meticulosa e o respeito pelo perigo moldaram o caráter de Vaast, transformando-o em uma personificação viva do lema de coragem e resiliência da Panerai. Não há espaço para hesitação quando se está diante de uma parede de água maciça operando sobre uma bancada de coral rasa.

 

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Panerai Submersible: a união entre onda e engenharia

No pulso de Kauli Vaast, o relógio não é um mero acessório de luxo, mas uma ferramenta de sobrevivência e estilo. Ele expressa uma preferência clara pela linha de alta relojoaria Submersible, coleção da Panerai historicamente inspirada no mergulho profissional, célebre por sua robustez incomparável, caixas sólidas e coroas protegidas por dispositivos de segurança patenteados que resistem às pressões mais severas.

 

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“Eu já usei vários modelos da Panerai, mas a linha Submersible é, sem dúvida, a melhor para mim. Ela é forte, protegida, extremamente sólida e tem exatamente o estilo que eu gosto. Os valores e a energia que esse relógio reflete se alinham perfeitamente com o que busco no surfe: performance, beleza e solidez. Ele combina com a minha força mental, com as minhas pranchas e com as condições extremas dos picos que eu surfo. Existe um casamento perfeito entre os relógios Submersible e a forma como eu vivo a minha vida no mar.”

 

A precisão mecânica exigida para fabricar um maquinário capaz de suportar caldos violentos e o impacto constante contra a água salgada espelha o refinamento técnico que o atleta busca em cada linha desenhada na parede da onda.

 

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O valor do tempo no surfe e na alta relojoaria

Para um surfista de elite, a relação com o tempo é dupla: há o tempo medido em frações de segundo nas baterias competitivas e o tempo natural, que exige paciência e conexão com as marés. Nas baterias da WSL, controlar o cronômetro é a diferença entre a classificação e a derrota.

 

“O tempo é a própria vida. Na competição e no free surf, o tempo é a chave de tudo. É preciso ser inteligente, traçar planos e desenhar estratégias. Suas escolhas dentro da água dependem diretamente do tempo, pois uma bateria dura em média de 25 a 30 minutos, variando conforme as ondas e os adversários. Você precisa performar sob a pressão do relógio. A precisão dos segundos é primordial. Muitas vezes, é nos últimos segundos que surge a onda que vai ditar a sua nota da vitória. Por isso, você deve estar preparado fisicamente e manter o olho no relógio no seu braço. No surfe, o controle do tempo é tudo.”

 

A sinergia entre duas lendas do mar

A conexão da maison de alta relojoaria Panerai com a exploração marinha remonta ao início do século 20, quando a marca equipava os mergulhadores da marinha italiana. Essa busca histórica por desbravar o desconhecido encontra eco no desejo contemporâneo dos surfistas de ondas grandes que desafiam os limites humanos.

 

“A Panerai tem uma ligação histórica e profunda com o mundo marítimo e com a exploração, exatamente como nós no surfe. Ambos buscamos performance e perfeição. É um encaixe excelente. No surfe de ondas gigantes, você está lidando com a vida e com a morte; não é um jogo. E a Panerai, ao explorar as fronteiras marítimas, também busca o melhor, quer entregar o ápice da engenharia e da precisão. Essa busca mútua equilibra a nossa parceria de forma fantástica.”

 

Do ouro Olímpico à responsabilidade de ser um ícone

A conquista da medalha de ouro em sua própria casa, no Taiti, catapultou o jovem “rapaz da ilha” ao estrelato global. O feito histórico transformou Kauli em uma referência para jovens atletas em todo o mundo, um papel que ele assume com a mesma seriedade com que encara uma série gigante em Teahupo’o.

 

“A Olimpíada veio muito rápido. Quando vi o surfe estrear no Japão e assisti aos meus grandes ídolos e irmãos mais velhos, Michel Bourez e Jeremy Flores, competindo, percebi que teria essa oportunidade.” Quando anunciaram que a sede de 2024 seria no Taiti, ele soube que seria a chance da vida. “Me qualifiquei, fui lá e conquistei o ouro em casa. É uma sensação indescritível.”

 

Agora na elite da WSL (CT), sente que essa medalha trouxe uma enorme responsabilidade. “Para a nova geração, me tornei um exemplo, talvez um herói. Eu já estive do outro lado, olhando para os meus ídolos exatamente assim. Por isso, faço questão de dedicar tempo a todos os garotos e pessoas que me apoiam, e também de ouvir e aprender com as críticas. Minha meta é mostrar o melhor caminho para que alcancem seus objetivos, sendo sempre a melhor versão de mim mesmo.”

 

A filosofia do oceano

Viver em harmonia com as correntes marinhas ensinou ao jovem campeão uma filosofia de vida que muitas vezes se perde no ritmo acelerado do mundo moderno: a arte de habitar o momento presente. “Crescer em harmonia com o oceano foi um privilégio pelo qual sou eternamente grato. Pescar para garantir o jantar, surfar com os amigos… o mar é transbordante de vida e energia.

 

O surfe tem essa dualidade: é velocidade e hiperconexão, mas o oceano nos ensina a desacelerar. O mar me ensinou a viver no presente. Você não pode programar que uma onda virá em cinco minutos. Ela simplesmente vem, e você precisa estar consciente, focado e inteligente para agir exatamente naquele instante — nem antes, nem depois. Estar no ritmo da natureza é como se conectar com o destino. Para fazer o seu melhor na água, mente e corpo precisam estar unificados. E a natureza é imprevisível; por isso, nós também precisamos estar sempre preparados para o inesperado.”