A “quarta dimensão” de Champagne: o segredo por trás da nova Moët & Chandon
Collection Impériale Création Nº 1 é o rótulo mais exclusivo da Maison à venda no Brasil e é criado a partir de sete safras colhidas em Champagne

Por André Sollitto
Quando a Moët & Chandon completou 280 anos, em 2023, a Maison lançou seu rótulo mais ambicioso de Champagne: a Collection Impériale Création Nº 1, que inaugura o conceito de Haute Oenologie, ou “alta enologia”, criado para expressar o domínio técnico da equipe de enólogos em criar blends complexos. Agora, o rótulo chega finalmente ao Brasil, que se torna um dos primeiros mercados fora da França a receber o lançamento.
Para lançar o novo rótulo, Marie-Christine Osselin, head de experiência do vinho e enologia da Maison, que trabalha há 10 anos na equipe de enólogos, veio ao Brasil. “A Collection Impériale Création Nº 1 é um testemunho da riqueza do terroir de Champagne”, diz Marie-Christine Osselin. “A região tem uma enorme diversidade de crus, e nosso trabalho é tirar proveito dessa diversidade”, afirma.
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O blend é composto de sete safras diferentes, vinificadas de formas distintas, sendo 2000 a mais antiga, e 2015 a mais recente. A safra de 2013 foi vinificada e envelhecida em tanques de aço, enquanto as safras de 2012, 2010, 2008, 2006 e 2000 foram vinificadas em barris de carvalho. Por fim, a safra de 2004 foi vinificada em tanques de aço, engarrafadas com as borras em 2015, submetidas ao “dégorgement” e incorporada ao corte final. O rótulo tem 40% de chardonnay, 40% de pinot noir e 20% de meunier.

Marie-Christine Osselin, head de experiência do vinho e enologia da Maison, em visita ao Brasil
Segundo Osselin, o processo de elaboração representa mais de 20 anos de pesquisas e conhecimento sobre as vinhas e o trabalho de mesclar diferentes safras. “É a quarta dimensão de um blend”, diz ela. Tradicionalmente, um rótulo da Moët & Chandon tem três dimensões: a variedade de uvas, os 250 crus, como são chamados os vinhedos, e as diferentes safras. No caso do Grand Vintage, o foco é destacar a expressão de uma única safra. Já no caso da Collection Impériale Création, o quarto envelhecimento é o envelhecimento do vinho usando diferentes métodos.
“O desafio é encontrar vinhos que conversem uns com os outros”, afirma a enóloga. “O processo de envelhecimento dá pátina, uma estrutura e uma complexidade diferentes ao vinho”. São usados apenas safras de Grand Vintage, e o resultado final é composto por 44% de vinho envelhecido em carvalho, 43% envelhecido em inox e 13% de Champagne.É ainda o primeiro Brut Nature da marca, ou seja, ele não recebe licor de expedição. O resultado é um espumante de grande complexidade, com frescor, estrutura e enorme potencial de harmonização.
O Collection Impériale Création Nº 1 chega ao mercado na faixa de R$ 800, tornando-se o produto mais caro da marca no país, e integra o portfólio da Maison, que conta com o clássico Brut Impérial, o Rosé Impérial, o démi-sec Nectar, o Ice Impérial, Ice Impérial Rosé e o Grand Vintage, vendido atualmente em duas safras, 2015 e 2016.
Depois de São Paulo, a equipe da Moët & Chandon, marca que integra o portfólio do conglomerado de luxo LVMH, passou ainda por Rio de Janeiro e Goiânia, mercados importantes para a Maison. Em São Paulo, o lançamento foi feito no restaurante Evvai, do chef Luis Filipe Souza, que neste ano recebeu a terceira estrela Michelin.



