Uma tradição gastronômica da França com tempero do Brasil

A grife parisiense Maison Verot desembarca em São Paulo unindo a alta charcutaria francesa ao sotaque e a ingredientes típicos da gastronomia brasileira

Fachada da Maison Verot, fundada em Paris em 1930, que agora ganha uma operação no Brasil (divulgação)
Fachada da Maison Verot, fundada em Paris em 1930, que agora ganha uma operação no Brasil (Divulgação)

Por Celso Masson

 

Você já comeu patê de feijoada? E rillettes de moqueca? É pouco provável. A menos que seja um (ou uma) gourmet que não perde as novidades da gastronomia e já tenha entrado no site maisonverot.com.br. As duas receitas estão entre as invenções da operação brasileira de uma casa especializada em charcutaria fundada em Paris em 1930.

 

Jean Pierre Bernard (João Perez/divulgação)

Jean Pierre Bernard (João Perez/divulgação)

Viabilizada pelo empresário franco-brasileiro Jean-Pierre Bernard, a versão nacional da Maison Verot nasce com uma cozinha própria na capital paulista trazendo o prestígio de uma marca que se tornou sinônimo de excelência artesanal na Europa.

 

Pâté en croute de pato e manga )divulgação)

Pâté en croute de pato e manga (Divulgação)

A expansão ganha ainda mais força com a parceria estratégica firmada com o Grupo Casarìa SP, do empresário er restaurateur Marcelo Magalhães, que possui diversas unidades localizadas principalmente nos Jardins. O espaço na esquina da Alameda Franca com a Rua Haddock Lobo foi escolhido para apresentar parte do portfólio da Maison Verot feito no Brasil, com criações originais como as duas citadas no início do texto e outras surpresas que combinam a tradição francesa a ingredientes locais.

 

O catálogo de produtos exclusivos do Brasil é elaborado sob a supervisão de Gilles e Nicolas Verot e sob a execução local do jovem chef Raphaël Briand. Juntos, eles de desenvolveram uma linha que se adequa ao paladar nacional e que dificilmente faria sucesso em Paris. É o caso de duas receitas bem ousadas: rillettes de rabada e a releitura de um patrimônio gastronômico francês, o pâté en croûte.

 

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Trata-se de uma suculenta terrine de carnes envolta em delicada massa amanteigada que vai ao forno até formar uma crosta dourada e firme. Além da versão absolutamente clássica, recheada com carne suína, de frango e pistache, os brasileiros têm a vantagem de poder provar a receita que combina pato e manga desidratada. Um casamento perfeito de texturas (a maciez do pato impressiona), aromas e sabores.

 

Nicolas e Gilles-Verot (Boby Odieux/divulgação)

Nicolas e Gilles-Verot (Boby Odieux | Divulgação)

Até mesmo as saucisses, linguiças artesanais de porco pelas quais a charcutaria é mais conhecida, receberam toques regionais sofisticados, como o azeite de dendê baiano e a goiabada mineira. Mas a Maison Verot atende também quem busca a experiência puramente francesa, colocando no mercado brasileiro o pâté grand-mère e a terrine de pot-au-feu. Na primeira degustação para convidados, a impressão geral foi de que os franceses encontraram nos ingredientes brasileiros os sabores ideais para atingir o equilíbrio entre tradição e ousadia.

Enquanto as criações não chegam às unidades do Grupo Casarìa (a previsão é que estejam disponíveis em cerca de 90 dias), os interessados podem adquirir o portfólio completo diretamente pela internet, no site da Maison Verot Brasil, com o serviço de entrega ainda limitado, nesta primeira etapa, à cidade de São Paulo. Vale provar cada item.